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Estado de Minas

Entenda por que caminhoneiros seguem parados mesmo com an�ncio de acordo pelo Governo Federal

Reportagem do Estado de Minas conversou com v�rios motoristas e ouviu da maioria que somente redu��o definitiva no pre�o do �leo diesel seria capaz de for�ar a retomada da rotina dos condutores. An�ncio do governo diz respeito a redu��o por um per�odo de 30 dias


postado em 25/05/2018 12:15 / atualizado em 25/05/2018 16:28


O an�ncio de acordo costurado pelo Governo Federal com nove entidades que representam caminhoneiros, na noite desta quinta-feira, n�o foi suficiente para encerrar o movimento da categoria. Pelo contr�rio. Em Minas Gerais, por exemplo, a paralisa��o atingiu o maior n�mero de pontos de bloqueio de caminh�es nas estradas desde o in�cio do movimento. S�o 67 locais nas rodovias federais de responsabilidade da Pol�cia Rodovi�ria Federal (PRF) em Minas em que h� registro de paralisa��o dos caminh�es. A atualiza��o � de 13h40 da tarde desta sexta-feira e a lista dos pontos pode ser conferida aqui.


No acordo anunciado pelo Planalto, est�o a diminui��o da al�quota da Contribui��es de Interven��o no Dom�nio Econ�mico (Cide) sobre o diesel a zero e a redu��o de 10% nos pre�os do combust�vel nas refinarias por 30 dias seguidos, por meio de contrapartida entre a Uni�o e a Petrobras.

Paralisação de caminhoneiros continua mesmo com anúncio de acordo. Motoristas prometem esticar protesto. Na foto, condutores parados na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Paralisa��o de caminhoneiros continua mesmo com an�ncio de acordo. Motoristas prometem esticar protesto. Na foto, condutores parados na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)


"A Petrobras cumprir� esse compromisso por 15 dias. A partir do 16º, a Uni�o pagar� por meio de um programa de subven��o econ�mica at� completar um m�s", disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Esse acordo mant�m a pol�tica de pre�os da Petrobras e onera a Uni�o em cerca de R$ 350 milh�es.

Apesar do an�ncio, no pontos de paralisa��o o comunicado � visto pelos caminhoneiros como uma farsa. "Eles querem abaixar o pre�o do diesel por um tempo curto e ningu�m vai cair nessa. Isso � uma mentira, queremos uma redu��o definitiva no pre�o para ficar compat�vel com o valor do frete", diz o caminhoneiro Paulo Roberto, 42 anos, que h� 10 trabalha dirigindo caminh�es e atualmente � dono de um caminh�o tanque, que carrega diariamente combust�vel da Refinaria Gabriel Passos (Regap) para os postos da Grande BH.
Laurimar Mattar Pereira diz que os anúncios feitos pelo Governo Federal são insuficientes para atender as demandas da categoria(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Laurimar Mattar Pereira diz que os an�ncios feitos pelo Governo Federal s�o insuficientes para atender as demandas da categoria (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)


Laurimar Mattar Pereira, de 52 anos, que � motorista especializado em combust�veis e produtos perigosos h� 22 anos, n�o classifica o an�ncio do governo como acordo. "Isso � um termo que foi colocado, mas que em momento algum � acordo com a categoria. Ele � completamente insuficiente diante das nossas demandas. Precisamos de uma pol�tica que possa atrelar o pre�o do diesel ao valor cobrado pelo frete, pois dessa forma est� ficando invi�vel o transporte rodovi�rio de carga no Brasil", diz Laurimar, que tamb�m � vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Combust�vel e Derivados de Petr�leo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG).
As dificuldades financeiras impostas aos caminhoneiros pelo alta no preço do diesel fizeram o motorista Ademir Santos tirar a filha da faculdade de enfermagem:
As dificuldades financeiras impostas aos caminhoneiros pelo alta no pre�o do diesel fizeram o motorista Ademir Santos tirar a filha da faculdade de enfermagem: "N�o dei conta de pagar" (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)


Para o caminhoneiro �der Maciel dos Santos, 37 anos, as entidades que assinaram o acordo n�o representam os caminhoneiros. "S�o pessoas que n�o s�o da classe e pelo que estou vendo o movimento vai continuar. O movimento � feito por pessoas que n�o s�o representadas por nenhum sindicato ou entidade. Essa proposta foi maliciosa para desestimular o movimento", afirma.

O arrocho nas contas dos caminhoneiros por conta da alta do �leo diesel e a discrep�ncia em rela��o ao valor recebido pelos condutores pelo frete fez o motorista Ademir Santos, de 53, tirar a filha mais velha do curso de enfermagem que fazia na PUC/Minas. "N�o dei conta de pagar. N�o tem jeito, esse acordo anunciado n�o resolve nosso problema. Precisamos de an�ncio que abaixe o pre�o a longo prazo. Em um ano o aumento que tivemos que arcar do diesel � muito alto, n�o tem nenhuma condi��o de trabalhar de forma digna desse jeito", diz ele.

O que dizem as entidades que assinaram e que n�o assinaram o acordo

Entre as nove entidades que assinaram o acordo com o Governo Federal, uma delas � a Confedera��o Nacional dos Transportadores Aut�nomos (CNTA). Em nota, a CNTA informou que jamais aceitou press�es para suspender a paralisa��o e o documento com o governo s� foi assinado para garantir que as propostas seriam mantidas caso a categoria as aceitasse. “Diante disso, as entidades que assinaram o documento assumiram um �nico compromisso, de apresentar as propostas � categoria que est� mobilizada nas rodovias para que cada local decida se isso � suficiente para suspender o movimento ou de continuar”, informou a entidade.

A institui��o tamb�m disse que dentre as v�rias reivindica��es que ainda persistem, destacam-se quatro mais urgentes: redu��o do ICMS sobre o diesel pelos estados, suspens�o da cobran�a de ped�gio sobre eixo suspenso de caminh�es vazios, vota��o no Senado do projeto de lei que trata sobre a pauta m�nima do frete e tamb�m a vota��o o mais r�pido poss�vel do projeto para extinguir a cobran�a de PIS/Confins sobre o �leo diesel.

Tamb�m em nota, o presidente da Associa��o Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), Jos� da Fonseca Lopes, que n�o assinou o acordo, disse que repudia o documento e, ao contr�rio de outras entidades, n�o trair� o movimento. Ele diz que a Abcam iniciou a mobiliza��o pela paralisa��o ap�s a falta de a��es do Governo Federal em cima da demanda da categoria. “Continuaremos firmes com pedido inicial: isen��o da al�quota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Di�rio Oficial da Uni�o”, afirma o presidente da entidade. 

Veja o que foi anunciado pelo Governo Federal


Al�m da redu��o do valor pago pelo litro de �leo diesel por um per�odo de 30 dias, o Planalto se comprometeu a assegurar a previsibilidade em eventuais reajustes para pelo menos 30 dias de anteced�ncia. A tabela de frete ser� reeditada a cada tr�s meses e n�o haver� reonera��o da folha de pagamento do setor de cargas. A��es judiciais e multas aplicadas aos caminhoneiros em decorr�ncia da paralisa��o tamb�m ser�o negociadas.

Confira a �ntegra do termo celebrado entre o governo e as entidades:

De um lado, o Governo Federal representado pela Casa Civil da Presid�ncia da Rep�blica, pela Secretaria de Governo da Presid�ncia da Rep�blica, pelo Minist�rio dos Transportes, pelo Gabinete de Seguran�a Institucional, Minist�rio da Agricultura, Pecu�ria e Abastecimento, representados pelos seus respectivos Ministros, doravante designados GOVERNO FEDERAL;
De outro lado, a Confedera��o Nacional dos Transportadores Aut�nomos – CNTA, Confedera��o Nacional do Transporte – CNT, Federa��o dos Caminhoneiros Aut�nomos de Cargas em Geral do Estado de S�o Paulo – FETRABENS, Uni�o Nacional dos Caminhoneiros – UNICAM, Sindicato dos Transportadores Rodovi�rios Aut�nomos de Bens do Distrito Federal – SINDICAM-DF, Sindicato Nacional dos Cegonheiros – SINACEG, Federa��o Interestadual d os Transportes Rodovi�rios Aut�nomos de Cargas e Bens da Regi�o Nordeste – FECONE, Federa��o dos Transportadores Aut�nomos de Cargas do Estado de Minas Gerais – FETRAMIG e Federa��o dos Transportadores Aut�nomos de Carga do Esp�rito Santo – FETAC-ES, representados pelos seus dirigentes abaixo assinados, doravante designados ENTIDADES, comprometem-se a envidar esfor�os para a obten��o dos objetivos a seguir enumerados:
I. O GOVERNO FEDERAL se compromete a:

a) Reduzir a zero a al�quota da CIDE, em 2018, sobre o �leo diesel, bem como as necess�rias provid�ncias decorrentes dessa medida;
b) Manter a redu��o de 10% no valor do �leo diesel a pre�os na refinaria, j� praticados pela Petrobras, nos pr�ximos trinta dias, considerando as necess�rias compensa��es financeiras pela Uni�o � Petrobras, no intuito de garantir a autonomia da Estatal;
c) Assegurar a periodicidade m�nima de trinta dias para eventuais reajustes do pre�o do �leo diesel na refinaria, a partir do pre�o definido pelo crit�rio do item b, considerando as necess�rias compensa��es financeiras pela Uni�o � Petrobras, no intuito de garantir a autonomia da Estatal;
d) Reeditar, no dia 1º de junho de 2018, a Tabela de Refer�ncia do frete do servi�o do transporte remunerado de cargas por conta de terceiro, bem como mant�-la atualizada trimestralmente, pela ANTT;
e) Promover gest�o junto aos Estados da Federa��o, para implementa��o da isen��o da tarifa de ped�gio prevista no art. 17 da Lei nº 13.103, de 2015 (n�o cobran�a sobre o eixo suspenso em caminh�es vazios). Em n�o sendo bem sucedida a tratativa administrativa com os Estados, a Uni�o adotar� as medidas judiciais cab�veis;
f) Editar Medida Provis�ria, em at� quinze dias, para autorizar a CONAB a contratar transporte rodovi�rio de cargas, dispensando-se procedimento licitat�rio, para at� 30% (trinta por cento) de sua demanda de frete, para cooperativas ou entidades sindicais da categoria dos transportadores aut�nomos;
g) N�o promover a reonera��o da folha de pagamento do setor de transporte rodovi�rio de cargas;
h) Requerer a extin��o das a��es judiciais possess�rias, ou de qualquer outra natureza, propostas pela Uni�o em face das ENTIDADES relacionadas com o movimento paredista de caminhoneiros de que trata este Termo;
i) Informar �s autoridades de tr�nsito competentes acerca da celebra��o do presente Termo, para instru��o nos eventuais processos administrativos instaurados em face das ENTIDADES ou de seus associados em decorr�ncia de atos praticados no curso do movimento paredista;
j) Manter com as ENTIDADES reuni�es peri�dicas para acompanhamento do adimplemento dos compromissos estabelecidos neste Termo, ficando desde j� estabelecido o prazo de quinze dias para a celebra��o do pr�ximo encontro;
k) Buscar junto � Petrobras a oportuniza��o aos transportadores aut�nomos � livre participa��o nas opera��es de transporte de cargas, na qualidade de terceirizados das empresas transportadoras contratadas pela Estatal;
l) Solicitar � Petrobras que seja observada a Resolu��o/ANTT nº 420, de 2004, no que diz respeito � renova��o da frota nas contrata��es de transporte rodovi�rio de carga.

II. AS ENTIDADES reconhecem o empenho do GOVERNO FEDERAL em buscar solu��es para atender �s demandas das categorias representadas pelas ENTIDADES, bem como se comprometem a apresentar aos manifestantes o presente Termo para a suspens�o do movimento paredista por quinze dias, quando ser� realizada nova reuni�o com o GOVERNO FEDERAL para acompanhamento do adimplemento dos compromissos estabelecidos nesse Termo.
Bras�lia, 24 de maio de 2018

Entidades representativas de caminhoneiros que assinam o documento:

Confedera��o Nacional dos Transportadores Aut�nomos – CNTA

Confedera��o Nacional do Transporte – CNT

Federa��o dos Caminhoneiros Aut�nomos de Cargas em Geral do Estado de S�o Paulo – FETRABENS

Uni�o Nacional dos Caminhoneiros – UNICAM

Sindicato dos Transportadores Rodovi�rios Aut�nomos de Bens do Distrito Federal – SINDICAM-DF

Sindicato Nacional dos Cegonheiros – SINACEG

Federa��o Interestadual d os Transportes Rodovi�rios Aut�nomos de Cargas e Bens da Regi�o Nordeste – FECONE

Federa��o dos Transportadores Aut�nomos de Cargas do Estado de Minas Gerais – FETRAMIG

Federa��o dos Transportadores Aut�nomos de Carga do Esp�rito Santo – FETAC-ES


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