
Segundo amigos pr�ximos, ele foi v�tima de enfarto e a fam�lia se despediu dele numa cerim�nia �ntima, da qual teriam participado apenas as duas filhas e os netos, seguida do enterro em Belo Horizonte. Ele havia perdido a mulher, L�cia Mendes, h� dois meses.
A morte de Murillo Mendes, para o advogado Jos� Murilo Proc�pio de Carvalho, respons�vel pelo plano de recupera��o judicial da Mendes Junior, representa o fim “de uma reserva da intelectualidade de Minas, do empreendedorismo e da moralidade no estado”.
Aprovado em abril deste ano, o processo de recupera��o judicial da empreiteira acusada de envolvimento nos esquemas de corrup��o investigados pela Opera��o Lava-Jato foi suspenso no come�o de junho por decis�o liminar do Tribunal de Justi�a de Minas Gerais (TJMG). Agravo de instrumento apresentado pelo Bradesco S/A e o Bradesco Cart�es S/A, e acatado pelo desembargador Kildare Carvalho, questionou alguns pontos da proposta da empresa j� homologada.
Em assembleia, os representantes dos 3.300 credores da Mendes Junior Trading e Engenharia aprovaram o plano de recupera��o judicial em abril, incluindo a negocia��o de uma d�vida total estimada ao redor de R$ 400 milh�es. As indeniza��es trabalhistas a 1.895 ex-empregados somam cerca de R$ 36,6 milh�es. Os outros R$ 735 milh�es s�o cr�ditos contratados junto a grandes credores, institui��es financeiras e fornecedores, a exemplo da Companhia Energ�tica de Minas Gerais (Cemig).
Murillo Mendes protagonizou uma verdadeira batalha jur�dica contra a Uni�o, ao cobrar indeniza��o bilion�ria, no fim dos anos 90, pelo suposto atraso de pagamentos referentes a obras contratadas pela Companhia Hidrel�trica do S�o Francisco (Chesf). Antes disso, a companhia j� havia tamb�m recorrido aos tribunais contra o Banco do Brasil (BB) em raz�o de preju�zos que a empresa sofreu na execu��o de obras no Iraque, cujos pagamentos foram afetados depois da Guerra do Golfo. Mendes cobrava quase US$ 1 bilh�o sob o argumento de que obriga��es contratuais n�o foram cumpridas e que o BB havia "arru�nado o cr�dito da companhia". Cerca de US$ 420 milh�es se referiam a d�vidas do governo iraquiano com a construtora assumidas pelo BB.
