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Estado de Minas ECONOMIA

Pernambucanas volta ao Rio ap�s mais de 20 anos


postado em 15/05/2019 07:02

Depois de mais de 20 anos de aus�ncia e tr�s d�cadas ap�s uma briga que separou dois ramos da fam�lia Lundgren, dona do neg�cio fundado h� 111 anos, a Pernambucanas est� de volta ao Rio de Janeiro. A primeira unidade foi inaugurada no fim de abril, no munic�pio de Itaperuna, e outras nove est�o previstas at� o fim do ano, afirma o presidente da varejista, S�rgio Borriello, inclusive com lojas previstas para o centro da capital e o bairro de Copacabana. A marca, que chegou a ter mais de 700 lojas no Brasil e era conhecida pela forte presen�a no interior, perdeu boa parte de seu dom�nio ap�s essa briga societ�ria.

A empresa era formada originalmente por duas companhias, que dividiam a marca: a Arthur Lundgren Tecidos, respons�vel pelas opera��es do Sul, Centro-Oeste e S�o Paulo e a Lundgren Irm�os Tecidos, sediada no Rio de Janeiro e que cuidava das lojas fluminenses e da opera��o no Nordeste. Ap�s brigas que come�aram nos anos 1970 e atingiram o �pice nos anos 1980, a segunda empresa foi � fal�ncia em 1997. De l� para c�, a marca deixou de existir no Rio de Janeiro.

Disputa familiar. Agora, a companhia retorna sob o comando da parte da varejista que sobreviveu. Apesar de ter permanecido ativa, a Arthur Lundgren Tecidos tamb�m teve seus percal�os nos �ltimos tempos. Os herdeiros se envolveram numa briga da qual fez parte a bisneta do fundador - Anita Harley, at� hoje a maior acionista individual do neg�cio - e os sobrinhos, pelo direito relativo a 25% do neg�cio. A quest�o foi pacificada ap�s uma decis�o do Superior Tribunal de Justi�a (STJ) de 2017, em favor dos sobrinhos.

A senten�a abriu a porta para a Pernambucanas fazer mudan�as em seu modelo de neg�cio - como a sa�da do setor de eletrodom�sticos e o estabelecimento de uma gest�o profissional com mais autonomia.

Em 2018, a receita l�quida da Pernambucanas teve crescimento de 17,6%, totalizando R$ 4,2 bilh�es. O lucro foi de R$ 549 milh�es, dado inflado pelo resultado de uma a��o judicial relativa a uma briga tribut�ria. A expans�o de vendas, por�m, veio depois de varejista ter perdido 25% do faturamento entre 2014 e 2017.

H� dois anos e meio � frente da Pernambucanas, Borriello tra�ou a meta de abrir cem lojas at� 2021, incluindo 32 pontos de venda neste ano, para um total de 368. "Apesar de abril ter sido um m�s ruim, n�o vamos voltar atr�s nos nossos planos", diz ele. A expans�o da rede, que seria a maior das �ltimas d�cadas, inclui tamb�m o retorno da marca para o Esp�rito Santo.

Estrat�gia. Apesar de o varejo ter perdido o f�lego no Pa�s e todos os indicadores estarem sendo revistos para baixo - com a previs�o m�dia para o crescimento do PIB agora em 1,45% para 2019 -, o consultor Alberto Serrentino, da consultoria Varese, diz que � um bom momento para que a Pernambucanas volte ao Rio de Janeiro. Primeiro porque ainda existe uma mem�ria residual da marca - o que � uma vantagem em rela��o a come�ar uma opera��o do zero. Depois, porque a Leader, principal rival da Pernambucanas no Rio, teve v�rias dificuldades nos �ltimos tempos.

Serrrentino tamb�m afirma que a estrat�gia de Borriello - de ocupar espa�os rapidamente, antes de uma recupera��o mais firme da economia - tamb�m faz sentido.

"A Pernambucanas, por causa de seus problemas societ�rios, de administra��o e posicionamento, n�o conseguiu aproveitar o 'boom' do crescimento dos shoppings, em 2012 e 2013", afirma ele. "Agora, no entanto, tem a vantagem de poder se expandir com os pre�os de loca��o de im�veis em n�veis bem mais baixos."

As informa��es s�o do jornal O Estado de S. Paulo.


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