Autor da proposta de reforma tribut�ria, o l�der do MDB na C�mara, deputado Baleia Rossi (SP), diz que h� hoje no cen�rio pol�tico uma "conspira��o" a favor da aprova��o da mudan�a do sistema tribut�rio brasileiro. Baleia Rossi afirma que a proposta n�o � "anti-Guedes", numa refer�ncia ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
A seguir, os principais trechos da entrevista.
� mais f�cil o projeto passar na C�mara come�ando do zero?
Tem menos interfer�ncia no mercado. Temos hoje um Parlamento 50% renovado. � razo�vel imaginar que esses novos deputados queiram debater um projeto de tamanha magnitude. Vamos respeitar muito as ideias do Hauly (ex-deputado Luiz Carlos Hauly, ex-relator da reforma tribut�ria). Agora, � importante come�ar do zero.
Por que n�o esperar a proposta do Executivo?
Estive na semana passada em uma palestra com o Marcos Cintra (secret�rio especial da Receita Federal), e ele disse que � absolutamente natural e correto haver protagonismo do Legislativo na reforma tribut�ria. Temos 30 anos de debate. Os fatores pol�ticos hoje s�o convergentes e favor�veis.
Muitos veem a sua PEC uma proposta 'anti-Guedes'.
Claro que n�o � 'anti-Guedes'. Pelo contr�rio, temos que fazer a quatro m�os: o Parlamento e o governo. Uma pauta dessa magnitude n�o anda se n�o houver di�logo e converg�ncia com o governo.
N�o tem briga?
N�o tem e fomos muito corretos. Aprovamos o projeto na CCJ em maio e esperamos exatamente para que o Parlamento n�o usasse a reforma tribut�ria para atrapalhar a da Previd�ncia. Ent�o, tivemos esse zelo, esse cuidado. Se voc� perguntar hoje para um deputado se ele prefere votar tribut�ria ou previd�ncia, todo mundo vai querer a primeira.
A proposta do Cintra prev� tr�s etapas. Um delas conversa com a do senhor e as outras duas, n�o. Como fazer um modelo convergente?
Em todas entrevistas, o presidente Bolsonaro afirma que a reforma tribut�ria � prioridade. O Cintra elogia a proposta. Ele faz s� uma pondera��o: a de que ser� mais dif�cil a aprova��o pol�tica na C�mara e no Senado porque a reforma unifica tamb�m os impostos estaduais e municipais. Mas o fato de ser oriunda do Parlamento tamb�m teve um facilitador na pr�pria CCJ. N�s conseguimos praticamente unanimidade na admissibilidade. As informa��es s�o do jornal O Estado de S. Paulo.
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ECONOMIA
'Claro que a proposta de reforma n�o � anti-Guedes'
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