
A expectativa otimista � a de que a discuss�o s� acabe na tarde de s�bado (13), ap�s a vota��o do texto e dos destaques em primeiro e segundo turnos. Mas o cronograma do governo, que previa a aprova��o do texto-base na ter�a-feira, fica atrasado. O esfor�o de Maia � para que o texto seja votado antes do recesso parlamentar, marcado para come�ar em 18 de julho.
Para ser aprovada, a Proposta de Emenda � Constitui��o (PEC) 6/2019 precisa de 308 votos favor�veis — ou seja, apoio de tr�s quintos dos 513 deputados —, em dois turnos. Se for aprovada, passar� ainda pela avalia��o dos senadores, ap�s julho. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que deixou o cargo para votar pelo texto, garantiu que h� mais de 330 parlamentares favor�veis.
Negocia��es at� o �ltimo minuto
Maia passou o dia conversando com l�deres partid�rios, para garantir o m�nimo de 308 votos. E, j� � noite, enquanto os deputados votavam o projeto de lei que regulamenta a vaquejada, �nica pauta na frente da PEC 6/2019, ele saiu para mais uma conversa com lideran�as, na Resid�ncia Oficial. Com a resist�ncia de governadores, deputados articulavam para incluir apenas os munic�pios na PEC.
Por volta das 20h40, quando o Plen�rio da C�mara tinha 500 deputados, a sess�o anterior foi encerrada e uma nova, agora sobre a Previd�ncia, foi aberta. Durante a semana, Rodrigo Maia declarou que seriam necess�rios, pelo menos, 490 parlamentares presentes. Logo no come�o, a opsi��o cumpriu a promessa de tentar barrar a vota��o, e o PCdoB apresentou um requerimento de retirada da pauta.
A proposta oposicionista foi derrotada por 331 votos a 117, o que serviu de sinaliza��o de votos suficientes para a aprova��o. A estrat�gia, contudo, conseguiu adiar o debate, jogando por terra a tentativa governista de concluir a vota��o do texto-base na ter�a-feira e deixar os destaques para quarta. Assim, por volta de 23h15, Maia deixou claro que votaria um requerimento de adiamento da vota��o.
