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Estado de Minas ECONOMIA

Mesmo com pandemia, Pernambucanas avan�a para Regi�es Norte e Nordeste


18/06/2021 13:00

Ainda em meio � pandemia, mas com a vacina��o avan�ando, a Pernambucanas decidiu deslanchar o plano de expans�o para se tornar uma varejista nacional em at� cinco anos. A rede inaugura na semana que vem lojas nas regi�es Norte e Nordeste. Com isso, passa a estar presente em 12 Estados e no Distrito Federal.

O primeiro ponto de venda no Norte ser� no Estado do Tocantins, em Gurupi. No Nordeste, a primeira loja ser� na Bahia, em Salvador. A meta para este ano � ter ao menos dez lojas nas duas regi�es, de 42 programadas. A rede deve fechar 2021 com um total de 454 pontos de venda. O investimento em expans�o para 2021 � de cerca de R$ 170 milh�es, dos quais Norte e Nordeste devem ficar com quase um quarto.

No ano passado, a receita da companhia atingiu R$ 3,8 bilh�es, queda de 10% em rela��o a 2019, levando-se em conta as mesmas lojas. Em 2020, foram abertas 38 lojas, e n�o houve encerramento definitivo de pontos de venda, mesmo com as dificuldades impostas pelo isolamento social. O presidente da varejista, S�rgio Borriello, admite, no entanto, que a pandemia "atrasou um pouco o plano de nacionalizar a companhia".

Apesar da queda no poder de compra do brasileiro no �ltimo ano, o que tira a atratividade do mercado de consumo - sobretudo em regi�es mais pobres como Norte e Nordeste -, o executivo afirma que a renda do consumidor � apenas um dos fatores considerados na expans�o. O executivo ressalta que investir em momentos de crise � bem mais vantajoso do que em per�odos de bonan�a. Isso porque os custos de aluguel e outras despesas para se estabelecer em novas pra�as geralmente s�o menores. "O contrafluxo do investimento � importante para determinar o seu retorno."

At� dezembro, est�o programadas mais duas lojas no Tocantins, em Aragua�na e na capital Palmas. Na Bahia, ser�o abertos tr�s pontos de venda em Salvador e mais tr�s nos munic�pios de Teixeira de Freitas, Eun�polis e Vit�ria da Conquista. O alvo s�o cidades com mais de 70 mil habitantes.

Depois da Bahia e do Tocantins, a companhia avalia Amazonas e Sergipe, al�m da possibilidade de criar um centro de distribui��o no Nordeste. Tamb�m tem planos de chegar a Pernambuco em 2022.

Apesar de o nome da rede fazer men��o ao Estado do Nordeste, a Arthur Lundgren Tecidos, que dividiu a marca Pernambucanas com Lundgren Irm�os Tecidos - falida em 1997 -, nunca teve lojas na regi�o.

Na �poca da reestrutura��o societ�ria, a empresa que quebrou tinha ficado com a opera��o no Rio de Janeiro e no Nordeste, e a Arthur Lundgren Tecidos com os neg�cios no Sul, no Centro-Oeste e em S�o Paulo. Em 2019, a Arthur Lundgren Tecidos voltou a operar com a Pernambucanas no Rio de Janeiro e agora est� indo para o Nordeste.

Presen�a

A decis�o da Pernambucanas de fincar bandeira em outras regi�es est� relacionada com a discuss�o trazida pela pandemia sobre capilaridade e adensamento nos planos de expans�o de varejista, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra.

Com o avan�o da venda digital, muitas companhias come�aram a se perguntar se seria eficiente abrir mais lojas em pra�as onde elas j� est�o ou buscar novas localidades. "Muitas redes est�o revisando estrat�gias e indo para novos mercados com objetivo de continuar crescendo com novos clientes", afirma o consultor.

Quando uma varejista abre novas regi�es onde a competi��o � menor, ela potencializa a venda digital. Isso porque passa a ter uma base f�sica que permite a compra no online e a retirada na loja, explica Terra. E o ponto de venda pode come�ar a funcionar, por exemplo, como uma esp�cie de minicentro de distribui��o para e-commerce.

As informa��es s�o do jornal O Estado de S. Paulo.


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