O d�lar comercial � vista fechou em queda de 0,35%, vendido a R$ 5,0460.
� a primeira vez desde 29 de agosto de 2022 que a moeda americana desce a esse patamar.
O Ibovespa fechou em queda de 1,72%, aos 110.140,73 pontos, pressionado pelo recuo das a��es da Vale e da Petrobras, que ca�ram acima de 4,6%.
Os juros futuros subiram pouco antes do final do preg�o com novas cr�ticas do presidente Luiz In�cio Lula da Silva ao teto de gastos e promessa de aprovar uma nova reforma trabalhista.
Os contratos para 2024 sa�ram de 13,60% do fechamento desta quarta (1º) para 13,69%. Para 2025, a taxa subiu de 12,88% para 13,06%. Nos contratos para 2027, os juros chegaram a 12,71, mas ficaram em 12,90%.
O discurso de Lula ajudou o Ibovespa a operar em contram�o �s Bolsas internacionais.
O destaque positivo desta quinta fica para os bancos privados, que registram alta, impulsionados pela decis�o do Copom. As a��es do Ita� (ITAU4) subiram 0,92%; e as do Bradesco (BBDC4), 1,5%.
O Santander Brasil, que divulgou nesta quinta um lucro abaixo do esperado, oscilava com vi�s de alta. Segundo o balan�o, os resultados relativos ao quarto trimestre de 2022 mostram lucro l�quido gerencial de R$ 1,689 bilh�o, uma queda de 45,9% em rela��o ao trimestre anterior.
Para Vitorio Galindo, head de an�lise fundamentalista da Quantzed, o desempenho das a��es decorre de uma leitura positiva dos dados de inadimpl�ncia nas opera��es de cr�dito a pessoas f�sicas.
"O CEO [do Santander] comentou na teleconfer�ncia que as novas safras est�o melhorando o perfil de cr�dito e que a inadimpl�ncia est� abaixo da m�dia do mercado. Tamb�m mostraram isso na apresenta��o, acho que deu uma animada com a recupera��o da carteira/resultados", diz Galindo.
Puxada pela queda do d�lar, as a��es das a�reas Gol e Azul dispararam nesta quinta no Ibovespa. A GOLL4 avan�ou 13,12% e a AZUL4 subiu acima de 7%.
"As companhias a�reas s�o extremamente sens�veis � varia��o cambial e � do petr�leo. A valoriza��o dessas a��es reflete a expectativa de que a desvaloriza��o do d�lar ajudar� a melhorar o resultado das companhias, seja por aumentar a demanda por viagens internacionais, seja por reduzir os custos das a�reas", afirma Charo Alves, da Valor Investimentos.
Do outro lado, com pedido de tutela de urg�ncia para impedir que seus ativos sejam bloqueados a pedido de credores, abrindo caminho para uma nova recupera��o judicial, a Oi viu suas a��es derreterem nesta quinta. Os pap�is OIBR4 fecharam a quinta com queda acima de 30%.
Taxa de juros pelo mundo
Os bancos centrais globais, que correram para aumentar as taxas de juros no ano passado em meio � alta da infla��o, agora, preparam o terreno em un�ssono para uma pausa que, embora ainda n�o prometida, come�a a ser vislumbrada para este ano. O reflexo j� � sentido nos preg�es.
Os principais �ndices de Wall Street tiveram um impulso ap�s o chefe do banco central americano, Jerome Powell, reconhecer que a infla��o est� come�ando a diminuir depois que o banco central dos EUA elevou as taxas em 25 pontos-base.
Os coment�rios de Powell acalmaram investidores com a percep��o de que uma recess�o nos EUA, que tem sido amplamente precificada, provavelmente ser� branda.
O S&P 500 e o Nasdaq fecharam em alta, beneficiados pela disparada de Meta ap�s anunciar recompra de a��es e prometer cortar custos em 2023, enquanto o Dow Jones encerrou com sinal negativo.
Na zona do euro, as a��es atingiram seu n�vel mais elevado em quase um ano nesta quinta-feira, depois que mensagens agressivas contra a infla��o por parte do BCE (Banco Central Europeu) falharam em diminuir as esperan�as de investidores de que o ciclo de alta das taxas de juros globais esteja pr�ximo do fim.
Um �ndice amplamente observado das a��es da zona do euro fechou em alta de 1,8%, numa m�xima desde 18 de fevereiro do ano passado, enquanto o �ndice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,35%, a 459,20 pontos.
O BCE elevou as taxas de juros em 0,50 ponto percentual nesta quinta-feira e sinalizou explicitamente pelo menos mais um aumento da mesma magnitude no pr�ximo m�s, ap�s o qual avaliaria o caminho subsequente da pol�tica monet�ria.
As a��es imobili�rias, que s�o mais sens�veis aos juros, foram as que mais subiram no STOXX 600 nesta quinta, em alta de 6,8%, enquanto os pap�is de tecnologia atingiram seu n�vel mais elevado desde mar�o do ano passado.
Os bancos, cujas margens geralmente se beneficiam do aumento das taxas de juros, ca�ram das m�ximas em quase um ano tocadas no in�cio da sess�o e fecharam em queda de 0,7%.
Impacto do Copom na valoriza��o do real
Nesta quarta (1º), antes do anuncio do Copom, o d�lar � vista fechou em queda de 0,25%, a R$ 5,06 na venda, patamar de encerramento mais baixo desde 4 de novembro passado (R$ 5,05).
O tom duro do Banco Central ao justificar sua decis�o, alertando para a incerteza fiscal e a press�o inflacion�ria, foi lido por analistas como um sinal de que os juros n�o devem cair neste ano —tornando, assim, a moeda brasileira atraente para investidores estrangeiros.
O recuo do d�lar foi impulsionado tamb�m pela decis�o do Federal Reserve, o banco central americano, de elevar sua taxa de juros em 0,25 ponto, uma desacelera��o em rela��o a aumentos anteriores para o combate � infla��o.
"A ideia de que os juros n�o v�o cair t�o cedo ganha cada vez mais for�a e evid�ncia pr�tica, e o fluxo para o mercado local tende cada vez mais a aumentar", disse � Reuters Bruno Mori, planejador financeiro pela Planejar, destacando o amplo espa�o entre os patamares de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Quanto maior o diferencial entre os custos dos empr�stimos dom�sticos e internacionais, mais atraente fica o real para uso em estrat�gias de "carry trade", que consistem na contrata��o de empr�stimo em pa�s de juro baixo e aplica��o desses recursos em pra�a mais rent�vel. Desta forma, a manuten��o da Selic no n�vel elevado atual e um arrefecimento do aperto monet�rio do Fed jogam a favor da divisa brasileira.
Para al�m do fator juro, alguns investidores apontaram o resultado das elei��es para as lideran�as do Congresso como um suporte adicional para o real, depois que o governo do presidente Luiz In�cio Lula da Silva conseguiu o que queria ao ver reeleitos Arthur Lira (PP-AL) como presidente da C�mara e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como presidente do Senado.
"C�mara e Senado consolidaram condi��es de governabilidade melhores, isso � superpositivo para a quest�o da atividade (econ�mica)", disse Mori, que tamb�m citou uma reabertura econ�mica na China como outro impulso para a divisa dom�stica e outras moedas de pa�ses emergentes.

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