Ainda ontem, a Copasa cortou a �gua do im�vel, o que provocou revolta dos ocupantes, que cobram a abertura de di�logo com a institui��o. A desempregada Leidiane Rom�o, de 28 anos, afirmou n�o ter como matar a sede do seu beb� de 1 ano e 9 meses. “Tenho uma mamadeira, mas com esse calor a �gua ficou muito quente e n�o tinha como aliment�-lo”, diz a m�e, que ofereceu o peito para tentar acalmar a crian�a. Ela � uma dos ocupantes do im�vel, que funcionou como um dos primeiros bancos de leite materno do pa�s.
De acordo com a Santa Casa, o local foi invadido no s�bado, mas os ocupantes garantem que est�o l� h� um ano e quatro dias e que n�o haviam recebido nenhuma comunica��o das autoridades para que deixassem o local at� a tarde de ontem. Eles ainda dizem que convivem com a falta de eletricidade h� meses e se viram com velas ao entardecer. Agora um novo desafio: a falta de �gua, cortada. “Como vou tomar os meus rem�dios?”, questiona a m�e de Leidiane, Ant�nia Rom�o dos Santos, de 51.
“Se tirar todo mundo daqui, vamos para debaixo da ponte. Queremos que eles nos levem para um di�logo, queremos uma solu��o final para o problema. A movimenta��o � pac�fica. S�o mulheres v�timas de viol�ncia dom�stica, deficientes, crian�as... Somos todos trabalhadores e quero ser tratada como cidad�”, afirma a vendedora Cristiane Vieira, de 39. Entre as reivindica��es est�o a declara��o do documento autenticado de que o pr�dio pertence mesmo � Santa Casa e o di�logo com o hospital.
Um dos funcion�rios da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que estava no endere�o para a suspens�o do fornecimento de �gua im�vel, afirmou que o pedido j� havia sido feito h� mais tempo pela Santa Casa, j� que o im�vel estava abandonado. Os moradores afirmam que se trata de uma tentativa de despejo sem negocia��o.
O local est� sob responsabilidade da Santa Casa desde 2013. Segundo o hospital, j� ocorreu outra ocupa��o ao pr�dio, que terminou com a desocupa��o “sem nenhuma viol�ncia”. Um acordo entre a Santa Casa e o Minist�rio P�blico foi feito para a constru��o do Hospital de Olhos Santa Casa BH, por�m, em 2015, a Santa Casa foi atingida por uma crise financeira. “T�nhamos, quando recebemos o im�vel, um prazo de transfer�ncia at� julho de 2017. Houve esse atraso em 2015 e 2016, mas vai voltar � programa��o de 2017. Estamos em condi��es de seguir a obra”, afirma Saulo Coelho, provedor da Santa Casa.
