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Estado de Minas

Ap�s a revolta pol�tica, movimentos sociais se multiplicam no Egito


postado em 14/02/2011 15:49

Ap�s a revolta pol�tica, os movimentos sociais passaram a se multiplicar no Egito, levando o ex�rcito, que det�m o poder desde a queda do presidente Hosni Mubarak, a pedir nesta segunda-feira a interrup��o de greves para que a recupera��o econ�mica n�o seja prejudicada.

Greves e manifesta��es ocorreram nos setores de transporte, banc�rio, de petr�leo, t�xtil e at� nas m�dias oficiais e certos organismos governamentais. Os grevistas pedem aumento de sal�rios e melhores condi��es de trabalho, segundo fontes sindicais e associativas.

O conselho supremo das For�as Armadas declarou em comunicado transmitido pela televis�o estatal que "os honrosos eg�pcios viam os protestos atuais num momento delicado" podendo trazer "consequ�ncias negativas" para o pa�s.

A Bolsa do Cairo, fechada h� mais de duas semanas, informou que n�o retomaria por enquanto suas atividades, em raz�o das perturba��es no setor banc�rio.

Aos p�s da esfinge e das famosas pir�mides de Giz�, centenas de guias tur�sticos eg�pcios, em desemprego t�cnico por falta de clientes, organizaram um encontro para pedir a volta dos visitantes.

"Reviens, komm wieder, come back, vuelve!" (Voltem): diziam os guias nas principais l�nguas dos turistas para que eles voltassem a visitar o Egito.

Internautas e governo

No plano pol�tico, os internautas, que come�aram a revolta que provocou a ren�ncia na sexta-feira passada do presidente eg�pcio Hosni Mubarak, encontraram-se com o ex�rcito para discutir reformas democr�ticas prometidas, ap�s a dissolu��o do Parlamento e a suspens�o da Constitui��o.

Segundo eles, os militares t�m a inten��o de propor emendas � Carta Magna do pa�s nos pr�ximos dez dias e submeter essas mudan�as a um referendo em dois meses.

O conselho supremo das For�as Armadas informou no domingo que assumia "a dire��o dos assuntos do pa�s provisoriamente por seis meses ou at� o fim de elei��es legislativas e presidenciais", mantendo assim, para a gest�o dos assuntos em curso, o governo formado por Mubarak no dia 31 de janeiro.

"O ex�rcito afirmou que n�o pretendia governar o Egito e que o futuro do Egito reside em um poder civil", afirmaram dois ciberativistas; Wael Ghonim, jovem cientista de computa��o da gigante americana Google que virou �cone do levante, e o blogueiro Amr Salama.

Imprensa

A imprensa eg�pcia por sua vez continuou a publicar hist�rias sobre os �ltimos dias de Mubarak.

O ex-presidente foi apresentado como um homem imerso na confus�o criada por um ministro do Interior que escondia a verdadeira dimens�o das manifesta��es e por seu filho Gamal, suposto sucessor, que o pressionava a adotar uma atitude mais dura.

Nesta segunda-feira, os carros voltaram a circular pela Pra�a Tahrir, epicentro da revolta no Cairo. Apenas um pequeno grupo de militantes ainda estava mobilizado, cercado por um cord�o de militares.

A pra�a, no entanto, continuava a mostrar imensos retratados dos "m�rtires" da revolta popular. Ao longo do levante, ao menos 300 pessoas foram mortas, segundo um balan�o n�o confirmado da ONU.


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