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Estado de Minas

Pol�tica do filho �nico na China � bomba-rel�gio para o pa�s


postado em 25/10/2011 10:20

A pol�tica do filho �nico impediu o nascimento de quase 500 milh�es de chineses, mas se transformou em uma bomba-rel�gio, j� que o envelhecimento da popula��o na China criar� enormes problemas econ�micos e sociais no pais mais povoado do mundo.

Se n�o tivesse aplicado a limita��o de nascimentos, medidas que a esta escala e com tal rigor n�o foram aplicadas em nenhum lugar do mundo, a China teria cerca de 2 bilh�es de habitantes que seria incapaz de alimentar, em vez dos atuais 1,34 bilh�o.

Desde 1979, a pol�tica do filho �nico fez a taxa de fecundidade cair para cerca de um filho e meio por mulher chinesa, mas, da metr�pole aos povos isolados, essa queda ocorreu de maneira acelerada, com esteriliza��es em massa, abortos at� os oito meses de gravidez, "feminic�dios" (assassinatos de meninas para priorizar o filho homem) e grande abandono de beb�s do sexo feminino.

Os casais rebeldes podem ser multados com v�rios anos de sal�rios, com a anula��o do acesso aos servi�os sociais e por vezes podem ser presos. As "crian�as negras" (nascidas na ilegalidade) n�o t�m nenhum reconhecimento legal.

Mas tr�s d�cadas depois, os dem�grafos soam o alarme quando come�a a surgir uma grave crise de envelhecimento. A China � o �nico pa�s em desenvolvimento que enfrenta o paradoxo de ser um pa�s com popula��o majoritariamente idosa antes de ser um pa�s rico.

Na China, a crise do envelhecimento � "incomparavelmente mais r�pida" que na Europa, onde "a fecundidade caiu, assim como a mortalidade, muito gradualmente em um s�culo", declarou � AFP o dem�grafo Christophe Guilmoto.

Nos pr�ximos cinco anos, os que t�m mais de 60 anos passar�o de 170 milh�es a 221 milh�es, representando 16% da popula��o (contra 13,3%).

Em meados do s�culo, os habitantes com mais de 65 anos representar�o 25% da popula��o chinesa, considera a Comiss�o da Popula��o e Planejamento familiar, contra apenas 9% atualmente. E a metade dos maiores de 60 anos vive em um lar vazio, algo impens�vel no passado, quando viviam "quatro gera��es sob o mesmo teto".

A pir�mide invertida dos 4-2-1 faz o governo temer: quatro av�s, dois pais e um filho �nico incapaz de satisfazer as suas necessidades e muitas vezes enfrentando o desemprego ou o �xodo para outras cidades para trabalhar.

"Em dez anos ser� um enorme desafio para o governo", disse � AFP Liang Zhongtang, um dem�grafo envolvido em planejamento familiar.

A China j� sofre com uma falta de infraestruturas m�dicas, lares para idosos e funcion�rios de sa�de qualificados.

Para 2015, quer duplicar a quantidade de camas nos institutos especializados, para alcan�ar seis milh�es. Mas seis milh�es � a quantidade de camas que faltam atualmente.

A China apenas come�a a montar um sistema de seguran�a social e aposentadoria para todos. Esta crise � "brutal de um ponto de vista econ�mico pela aus�ncia de aposentadorias", explicou Guilmoto.

Ser� preciso "acelerar ainda a introdu��o de sistemas de seguran�a social e de aposentadorias, que por enquanto envolve apenas uma parte limitada da popula��o urbana e � muito reduzida entre a popula��o rural", disse o dem�grafo.

"O direito a se reproduzir � um direito humano", afirmou He Yafu, dem�grafo chin�s. Mas, "inclusive se a China flexibilizar (as regras do filho �nico), n�o acredito que muitos casais queiram uma grande quantidade de filhos", explicou � AFP.

Guilmoto espera que "talvez a fecundidade aumente no futuro", mas "� incerto se observarmos as prov�ncias mais avan�adas, onde � quase de um filho por mulher".


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