Nomeado recentemente como enviado especial da Organiza��o das Na��es Unidas (ONU) e da Liga �rabe � S�ria, o argelino Lakhdar Brahimi disse que seus esfor�os ser�o para cessar os confrontos no pa�s e n�o apenas evit�-los. "Uma guerra civil � a forma de conflito mais cruel, quando um vizinho mata o seu vizinho e, por vezes, o irm�o, � o pior dos conflitos”, disse Brahimi, h� quatro dias no cargo.
"H� muitas pessoas que dizem que � necess�rio evitar a guerra civil na S�ria. Na minha opini�o, j� estamos nessa situa��o h� algum tempo. O que � preciso � p�r fim e isso n�o vai ser f�cil”.
“(Na S�ria) a mudan�a � inevit�vel, uma mudan�a s�ria, uma mudan�a fundamental, n�o cosm�tica. � necess�rio que as aspira��es do povo s�rio sejam satisfeitas”, disse Brahimi, evitando usar a palavra ren�ncia em rela��o a Assad.
Brahimi, de 78 anos, foi nomeado no dia 16 o novo mediador dos conflitos em substitui��o a Kofi Annan, que avisou que n�o permaneceria no cargo. A nomea��o ocorreu um dia depois de o Conselho de Seguran�a das Na��es Unidas decidir acabar com a miss�o de observadores da ONU na S�ria, que era encarregada de fiscalizar um cessar-fogo que n�o ocorreu.
Pelas primeiras informa��es de hoje (20), foram registrados combates entre as for�as do governo e da oposi��o em Assali e Qadam, no Sul da S�ria. Ontem (19), pelo menos 84 pessoas morreram no pa�s, a maioria civis, segundo a ONG Observat�rio S�rio dos Direitos Humanos. Os conflitos ocorreram poucas horas depois de os �ltimos observadores da ONU deixarem o pa�s. Foram enviados 300 observadores para a S�ria.
