(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Ar�bia Saudita executa l�der religioso e mais 46 pessoas acusadas de terrorismo

Cl�rigo xiita Nimr Baqir al-Nimr foi detido em 2012 por v�rias causas, entre elas por apoiar o movimento conhecido como Primavera �rabe


postado em 02/01/2016 08:31 / atualizado em 02/01/2016 09:05

Manifestante exibe cartaz com imagem do clérigo xiita durante protesto contra a condenação dele em 2014(foto: REUTERS/Khaled Abdullah )
Manifestante exibe cartaz com imagem do cl�rigo xiita durante protesto contra a condena��o dele em 2014 (foto: REUTERS/Khaled Abdullah )

A Ar�bia Saudita executou neste s�bado 47 pessoas condenadas por "terrorismo", incluindo jihadistas sunitas da Al-Qaeda e o cl�rigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, uma importante figura do movimento de contesta��o contra o regime, anunciou o minist�rio do Interior.


O Ir�, pot�ncia xiita cujas rela��es com a Ar�bia Saudita s�o tensas, imediatamente reagiu �s execu��es, prometendo que Riad pagar� "um pre�o alto" pela morte do xeque Nimr al-Nimr.


"O governo saudita apoia movimentos terroristas e extremistas, e ao mesmo tempo utiliza a linguagem da repress�o e a pena de morte contra seus opositores internos (...) pagar� um pre�o alto por essas pol�ticas", declarou o porta-voz do minist�rio iraniano das Rela��es Exteriores, Jaber Ansari.


Os condenados - 45 sauditas, um eg�pcio, um chadiano - foram executados em doze cidades do reino, indicou o minist�rio do Interior em um comunicado oficial.


Eles haviam sido condenados, segundo as autoridades, por diferentes casos, incluindo por ter aderido a ideologia radical "takfiri" (termo geralmente utilizado para se referir a grupos radicais sunitas), por juntar-se a "organiza��es terroristas" ou ter participado de "conspira��o criminosa".


O xeque Nimr al-Nimr, de 56 anos, cr�tico ferrenho da dinastia sunita Al-Saud, foi um dos l�deres de um movimento de contesta��o que eclodiu em 2011 no Leste da Ar�bia Saudita, cuja popula��o � majoritariamente xiita.


 

A execu��o do xeque pode provocar fortes rea��es


Para o irm�o do l�der religioso, Mohammed al-Nimr, "esta a��o provocar� a c�lera dos jovens" xiitas na Ar�bia Saudita. "Espero que aja um movimento de contesta��o pac�fico", acrescentou.


Por sua vez, o ramo estudantil da mil�cia Bassidji, ligada aos Guardi�es da Revolu��o, a unidade de elite das for�as armadas iranianas, convocou uma manifesta��o no domingo em frente � embaixada saudita em Teer�.


O xeque Nimr tinha sido condenado � morte em outubro de 2014 por "motim", "desobedi�ncia ao soberano" e "porte de armas" por um tribunal de Riad especializado em casos de terrorismo.


Sua pris�o em julho de 2012 ocorreu de maneira turbulenta e dois dos seus partid�rios foram mortos durante as manifesta��es que se seguiram.


"Sangue ser� derramado"


Entre os executados neste s�bado tamb�m est�o jihadistas sunitas condenados por envolvimento em ataques mortais reivindicados pela rede Al-Qaeda de Osama bin Laden no final de 2003 e 2004.


A lista inclui o nome de Fares al-Shuwail, que a imprensa saudita apresenta como um l�der religioso da Al-Qaeda na Ar�bia Saudita, preso em agosto de 2004.


Em 2011, as autoridades sauditas montaram tribunais especiais para julgar dezenas de sauditas e estrangeiros acusados de pertencer � Al-Qaeda e de envolvimento em uma onda de ataques sangrentos (mais de 150 mortos) no reino entre 2003 e 2006.


Foi o atual pr�ncipe herdeiro, Mohammed bin Nayef, que supervisionou a repress�o contra a Al-Qaeda e que sobreviveu a uma tentativa de assassinato.


Em 1º de dezembro, o ramo da Al-Qaeda no I�men amea�ou "derramar sangue" se as autoridades sauditas decidissem executar os jihadistas detidos.


"N�s ouvimos falar de execu��es, de que o governo dos Al-Saud pretende praticar contra os irm�os mujahideens atualmente detidos. N�s nos comprometemos a sacrificar nosso pr�prio sangue para salv�-los", afirmou a Al-Qaeda na Pen�nsula Ar�bica (Aqpa).


Essas s�o as primeiras execu��es de 2016 neste reino ultra-conservador que executou 153 pessoas no ano passado, de acordo com uma contagem da AFP com base em n�meros oficiais.



receba nossa newsletter

Comece o dia com as not�cias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, fa�a seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)