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Estado de Minas

�dio, viol�ncia e preocupa��o ap�s execu��o de cl�rigo xiita saudita


postado em 03/01/2016 13:40

A execu��o de um cl�rigo xiita na Ar�bia Saudita exacerbou neste domingo as j� elevadas tens�es no Oriente M�dio, particularmente no Ir�, onde a embaixada saudita em Teer� foi parcialmente destru�da por manifestantes.

O assassinato do xeque Nimr Baqir al-Nimr, um dos l�deres do movimento de contesta��o contra o regime saudita, irritou as comunidades xiitas da Ar�bia Saudita, Iraque, L�bano, Bahrein e I�men.

Tamb�m suscitou preocupa��o na ONU, nos Estados Unidos e na Uni�o Europeia (UE), que temem um aumento das tens�es entre xiitas e sunitas na regi�o.

O cl�rigo xiita de 56 anos foi executado no s�bado com 46 outras pessoas, incluindo um chadiano e um eg�pcio, condenados por "terrorismo". A maioria deles eram jihadistas do grupo Al-Qaeda.

"Sem nenhuma d�vida, o sangue deste m�rtir derramado injustamente dar� frutos e a m�o divina o vingar�", advertiu neste domingo o l�der supremo do Ir�, o aiatol� Ali Khamenei.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, tamb�m condenou a execu��o do l�der religioso, ao mesmo tempo que considerou "totalmente injustific�veis" os ataques no s�bado � noite contra a embaixada da Ar�bia Saudita em Teer� e o consulado saudita em Mashhad (nordeste).

"A a��o tomada por um grupo de extremistas na noite passada em Teer� e Mashhad (...) contra a embaixada e o consulado da Ar�bia Saudita, que devem estar legal e religiosamente sob a prote��o da Rep�blica Isl�mica, � totalmente injustific�vel", afirmou � ag�ncia oficial de not�cias Irna.

Poucas horas antes, no meio da noite, centenas de pessoas em f�ria atacaram com coquet�is molotov a embaixada, na qual conseguiram entrar. "O fogo destruiu o interior da embaixada", segundo uma testemunha.

Quarenta pessoas foram presas ap�s o ataque, de acordo com o procurador da capital iraniana.

"At� agora, 40 pessoas que entraram na embaixada foram identificadas e presas. A investiga��o est� em curso para identificar outros respons�veis por este incidente", declarou o procurador, Abbas Jafari Dolatabadi.

Neste domingo, mais de um milh�o de pessoas voltaram a protestar em v�rias partes de Teer�, sem causar incidentes.

'Crime odioso'

Al�m do Ir�, pa�s mu�ulmano majoritariamente xiita e rival da Ar�bia Saudita sunita, xiitas tamb�m manifestaram no Bahre�n, no Iraque e na pr�pria Ar�bia Saudita.

O aiatol� Ali Sistani, maior autoridade xiita do Iraque, chamou de "agress�o" o "derramamento do sangue puro" dos executados.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, expressou um "grande choque" e alertou para a possibilidade de desestabiliza��o da regi�o.

No L�bano, o movimento xiita Hezbollah denunciou "um crime odioso perpetrado com base em falsas acusa��es".

"Esta execu��o revela a verdadeira cara da Ar�bia Saudita, a cara desp�tica, criminosa e terrorista", declarou o l�der do Hezbollah Nasrallah em um discurso retransmitido pela televis�o do movimento.

Esta execu��o "vai provocar a ira dos jovens" xiitas na Ar�bia Saudita, alertou Mohammed al-Nimr, irm�o do xeque. Ele indicou que recebeu "um telefonema das autoridades de seguran�a" informando que "os corpos dos m�rtires foram enterrados em cemit�rios mu�ulmanos e que n�o ser�o devolvidas �s suas fam�lias".

O xeque Nimr havia sido condenado � morte em outubro de 2014 por "terrorismo", "sedi��o", "desobedi�ncia ao governante" e por "porte de armas" por um tribunal de Riad. A ONG Anistia Internacional denunciou um "julgamento injusto".

Pedidos de calma

A execu��o tamb�m provocou s�rias preocupa��es fora do Oriente M�dio. Os Estados Unidos, aliado tradicional da Ar�bia Saudita, disseram temer que as "tens�es" neste pa�s "sejam exacerbadas num momento em que se faz urgente apaziguar os �nimos".

O secret�rio-geral das Na��es Unidas, Ban Ki-moon, pediu "calma e modera��o nas rea��es � execu��o" e pediu "a todos os l�deres da regi�o para procurar evitar exacerbar as tens�es sect�rias".

Por sua vez, a Fran�a instou os l�deres do Oriente M�dio a "fazer todo o poss�vel para evitar o aumento das tens�es sext�rias e religiosas na regi�o".

O alto-comissario da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, lamentou "profundamente a execu��o em um �nico dia de 47 pessoas" na Ar�bia Saudita, considerando que, "segundo o direito humanit�rio internacional, a pena de morte, nos pa�ses em que ainda � aplicada, s� pode ser imposta em estritas condi��es de fundo e procedimento" ap�s julgamento justo e transparente.

Para a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, "este caso tem potencial para inflamar as tens�es sect�rias que j� causam muitos danos na regi�o".

A morte de Nimr al-Nimr, que estudou na cidade sagrada iraniana de Qom, poderia realmente exacerbar a rivalidade entre Teer� e Riad, que j� rivalizam em crises regionais, em particular na S�ria e no I�men.


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