O l�der do partido espanhol antiausteridade Podemos, Pablo Iglesias, fez neste s�bado uma "autocr�tica" ao reconhecer que, desde 2014, a organiza��o estava ligada demais � sua figura, e assinalou a necessidade de pluralidade.
"Precisamos de um Podemos que n�o seja o partido de Pablo Iglesias, que possa ter diferentes secret�rios-gerais, e estou convencido de que, no futuro, outras companheiras e outros companheiros assumir�o esta fun��o", assegurou Iglesias, quase tr�s anos depois da funda��o do Podemos como partido surgido do movimento dos indignados na Espanha.
Iglesias, 38 anos, falava em uma reuni�o do "Conselho Cidad�o" do partido, sentado ao lado do secret�rio pol�tico ��igo Errej�n, 33 anos.
Ambos os fundadores do Podemos desenvolveram ao longo do ano pontos de vista cada vez mais divergentes sobre a forma de se organizarem e de se posicionarem.
"Eu quero transmitir aqui uma autocr�tica", afirmou em uma declara��o gravada e publicada no Twitter. "Acredito que n�o era necess�rio excluir as minorias do �rg�o de dire��o do Podemos", como foi feito no primeiro congresso do partido, em novembro de 2014.
Naquele momento, "entend�amos que o Podemos necessitava de um modelo presidencialista (mas), acredito que, at� certo ponto, exageramos", admitiu, julgando que a dire��o estava "vinculada demais � figura do secret�rio-geral".
Apesar disso, Iglesias pediu que o Podemos n�o virasse "um campo de batalha" e que evitassem a forma��o de "blocos, correntes e partidos dentro do partido (com posturas) irreconcili�veis".
Em 2014, o congresso do Podemos havia validado um modelo de dire��o centralizado e poderoso, e, posteriormente, Iglesias foi escolhido secret�rio-geral.
Mas nos �ltimos meses, cada vez mais vozes dentro do partido contestaram sua lideran�a e estrat�gia.
A coaliz�o de esquerda Unidos Podemos conquistou 21,1% dos votos nas elei��es gerais de junho, atr�s dos conservadores do Partido Popular (PP) e dos socialistas.
