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Estado de Minas

Subornos da Odebrecht no Panam� eram segredo de polichinelo, diz chanceler


postado em 08/01/2017 18:46

O pagamento de subornos no Panam� pela construtora brasileira Odebrecht para obter contratos "era um segredo de polichinelo", disse neste domingo a vice-presidente e chanceler do Panam�, Isabel de Saint Malo, que exigiu da empresa a devolu��o do dinheiro.

"Aqui h� uma empresa onde era um segredo de polichinelo que havia ocorrido em governos anteriores atos de corrup��o", disse Isabel em entrevista ao canal panamelho RPC. "Com as publica��es do fim do ano, isso deixou de ser um rumor e um segredo de polichinelo", assinalou.

O Departamento de Justi�a dos Estados Unidos divulgou em dezembro um relat�rio que indica que a Odebrecht pagou no Panam� entre 2010 e 2014 mais de 59 milh�es de d�lares em subornos em troca de contratos avaliados em mais de 175 milh�es de d�lares.

Para Isabel, "est� documentado" e n�o h� "espa�o para d�vidas" de que, no Panam�, "recebeu-se dinheiro fruto de contratos com o governo nacional em que esta empresa ofereceu comiss�es a parentes de autoridades do alto escal�o".

Ap�s o esc�ndalo, o governo do Panam� proibiu a Odebrecht, um dos principais contratantes no pa�s centro-americano, de participar de licita��es p�blicas at� que devolva o dinheiro das comiss�es.

"O pa�s tem o direito de saber quem recebeu esse dinheiro, quanto recebeu, e que esta empresa devolva ao pa�s o que lhe corresponde", reclamou Isabel, que pediu �s autoridades judiciais panamenhas uma a��o r�pida.

At� o momento, a Controladoria do Panam� ordenou a investiga��o de Carlos Ho Gonz�lez, funcion�rio do Minist�rio P�blico nos governos de Mart�n Torrijos (2004-2009) e Ricardo Martinelli (2009-2014), "por suposto enriquecimento n�o justificado", embora ele tenha negado a acusa��o.

Embora os documentos n�o citem nomes, a imprensa vinculou dois filhos de Martinelli � trama internacional, o que eles tamb�m negaram.

Martinelli, que vive um ex�lio volunt�rio em Miami, � procurado pela Justi�a do seu pa�s, que o acusa de espionar opositores de seu governo e o investiga por diferentes casos de corrup��o.


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