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Em crise, Argentina recebe c�pula do G20 como vitrine de recupera��o econ�mica

Maur�cio Macri queria exibir resultados positivos para os l�deres mundiais que ir�o a Buenos Aires, mas ser� anfitri�o com �ndice de rejei��o popular recorde


postado em 28/11/2018 07:37 / atualizado em 28/11/2018 09:16

(foto: Ludovic MARIN / AFP)
(foto: Ludovic MARIN / AFP)

A c�pula do G20, realizada em Buenos Aires, ser� o evento internacional mais importante organizado na Argentina, mas, diferentemente do que esperava o presidente Mauricio Macri, � um pa�s em pela crise econ�mica que vai receber os l�deres mundiais.


Macri, um dirigente de centro-esquerda com uma carreira de sucesso como empres�rio, teve em 2018 o ano mais dif�cil de seu governo, com a explos�o de uma crise econ�mica que o obrigou a pedir ajuda ao Fundo Monet�rio Internacional no valor de 56 bilh�es de d�lares, a mais alta da hist�ria do organismo.


A desvaloriza��o de 50% do peso argentino em rela��o ao d�lar, a infla��o prevista entre 45% e 50% para o fechamento de 2018, o aumento da pobreza (27,3%) e do desemprego (9,6%), a contra��o econ�mica prevista de 2,6% para 2018 e para 1,6% em 2019 n�o est�o entre os indicadores econ�micos que o anfitri�o desejava mostrar aos governantes como o americano Donald Trump e a alem� Angela Merkel.


A �ltima grande c�pula da Argentina foi a IV C�pula das Am�ricas, em Mar del Plata em 2005, um rev�s para o ex-presidente americano George W. Bush, que n�o pode formar a �rea de Livre Com�rcio das Am�ricas (ALCA), recha�ada pelos presidentes de esquerda que ent�o governavam a regi�o.


"A expectativa do governo de Macri, quando concordou em realizar a c�pula em Buenos Aires, era que serviria como vitrine para sua pol�tica de reformas graduais. A Argentina parecia ent�o ser uma das poucas boas not�cias, por suas pol�ticas pr�-mercado com apoio popular", disse Bruno Binetti, acad�mico de rela��es internacionais das universidades argentinas Torcuato di Tella e Cat�lica.


Macri assumiu em dezembro de 2015 com um discurso liberal, ap�s 12 anos do governo protecionista de centro-esquerda peronista de N�stor e Cristinia Kirchner (2003-2015), quando aconteceu um boom do pre�o dos cereais, produto de exporta��o por excel�ncia da Argentina.


Macri abriu o mercado de c�mbio, eliminou subs�dios para os servi�os b�sicos e fez cortes na administra��o p�blica, seguindo um plano gradual que buscava aliviar o impacto na popula��o e manter seu respaldo.


Mesmo assim, em 2018 a renda das exporta��es sofreu uma dura queda, ap�s uma das piores secas no campo, enquanto os Estados Unidos endureciam suas medidas protecionistas e se envolvia em uma guerra comercial com a China.

(foto: Ludovic MARIN / AFP)
(foto: Ludovic MARIN / AFP)


Conflito social


Uma corrida cambial no final de abril levou � crise, que Macri tenta conter com dificuldade e um �ndice de desaprova��o que chegou a 65% no per�odo de setembro-outubro, segundo a pesquisa de opini�o p�blica realizada pela Universidade de San Andr�s.


A pol�tica econ�mica de seu governo � a mais rejeitada pela popula��o, com �ndice de 86% de insatisfeitos, de acordo com a mesma pesquisa.


A deteriora��o da situa��o econ�mica aviva o conflito social, com duas greves gerais nesse ano e v�rias paralisa��es e manifesta��es trabalhistas.


Nessa semana da c�pula do G20, os sindicatos fazem greves parciais em aeroportos, na companhia a�rea Aerol�neas Argentinas e no sistema de metr�, pedindo ajustes salariais de acordo com a infla��o.


Organiza��es sociais preparam uma s�rie de mobiliza��es em rep�dio ao G20 e contra a pol�tica econ�mica de Macri que incluem palestras, workshops, shows e uma grande demonstra��o na sexta-feira.


"O G20 vai durar um dia, no segundo dia todos eles v�o embora pelo desastre que ser� armado. As pessoas tem fome e querem fazer um G20 aqui?", diz Jes�s Olgin, vendedor de rua de centro de Buenos Aires.

(foto: Ludovic MARIN / AFP)
(foto: Ludovic MARIN / AFP)


Em busca de apoio


Com a inten��o de optar por um novo mandato nas elei��es de 2019, Macri tenta que a c�pula sirva como um sinal de respaldo para suas pol�ticas.


"Vir�o os l�deres mais importantes do mundo como uma amostra de apoio � Argentina e de reconhecimento de que a Argentina voltou a querer fazer sua contribui��o para o cen�rio mundial", disse o mandat�rio nessa semana.


Binetti destacou que a situa��o da Argentina "� muito menos auspiciosa do que se esperava quando recebeu a presid�ncia Pro-Tempore do G20".


"O diagn�stico de Macri sobre para onde o mundo caminharia n�o se concretizou. Mesmo assim, a Argentina teve o apoio dos Estados Unidos no FMI e Trump foi flex�vel com a Argentina nos temas da taxa��o dos do ferro e do a�o", disse.


Para o analista Rosendo Fraga, a grande oportunidade que a c�pula trar� para Macri estar� no bilateralismo, com o car�ter oficial trazido pelas visitas dos governantes dos Estados Unidos, da China, R�ssia, Fran�a, Jap�o, Reino Unido e Alemanha.


"Nesse encontros, a Argentina ter� respaldo e elogios. O marco econ�mico e comercial multilateral est� se debilitando, as rela��es bilaterais est�o se fortalecendo", diz Fraga.


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