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Estado de Minas INTERNACIONAL

Com press�o interna e mais de mil mortos, Su�cia agora discute bloqueios


postado em 15/04/2020 07:07

O avan�o nos casos da covid-19 na Su�cia fez subir tamb�m o tom das cr�ticas ao governo local, que decidiu, como estrat�gia contra a pandemia, deixar escolas, bares, caf�s e restaurantes abertos ao p�blico. De acordo com o primeiro-ministro, Stefan Lofven, a partir de agora, medidas de restri��o mais r�gidas podem ser necess�rias.

Dados oficiais mostram que o pa�s registrou at� ontem 1.033 mortes pelo novo coronav�rus, com 114 em 24 horas. At� ontem, havia 11.445 casos de infec��o, 497 a mais do que na segunda-feira, depois de dias com um crescimento considerado moderado, que foi atribu�do a uma defasagem na contabiliza��o das diferentes regi�es da Su�cia.

A taxa de mortalidade no pa�s ainda est� longe de na��es como It�lia e Reino Unido. No entanto, j� � muito pior do que em qualquer um dos pa�ses n�rdicos com os quais a Su�cia geralmente se compara. Na Finl�ndia, por exemplo, o v�rus tem uma letalidade 9 vezes menor, na Noruega, 4 vezes mais baixa e, na Dinamarca, 2 vezes.

O aumento nos casos levou 22 especialistas a pedir ao governo que altere a pol�tica de combate ao v�rus. "A abordagem deve ser mudada radical e rapidamente", escreveram os especialistas em um artigo publicado no jornal Dagens Nyheter, na edi��o de ontem.

No texto, dizem que o governo deve "adotar uma s�rie de medidas espec�ficas para salvar vidas". "Fechem escolas e restaurantes, da mesma maneira que a Finl�ndia. Todas as pessoas que trabalham com idosos devem usar equipamento de prote��o adequado. Iniciem testes em massa de todo o pessoal que trata pacientes. Fa�am a testagem de anticorpos para que aqueles que t�m imunidade possam voltar ao trabalho", sugeriram os especialistas no texto.

O grupo de pesquisadores de v�rias universidades e institutos de pesquisa do pa�s fez duras cr�ticas � Ag�ncia de Sa�de P�blica da Su�cia e � sua atual estrat�gia contra o coronav�rus. Os pesquisadores dizem que a ag�ncia alegou, em quatro ocasi�es diferentes, que a propaga��o se estabilizou, apesar das evid�ncias em contr�rio. Os especialistas disseram ainda que a Finl�ndia, que adotou medidas mais restritivas, teve uma desacelera��o das infec��es e mortes.

Jan Lotvall, professor da Universidade de Gotemburgo, disse que o povo sueco n�o entende a gravidade da situa��o, pois recebeu mensagens pouco claras das autoridades de sa�de.

O modelo de combate � pandemia adotado pela Su�cia, com restri��es mais brandas, foi criticado por v�rios l�deres mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump.

Em resposta, o governo sueco disse que sua abordagem se baseia na ideia de que medidas volunt�rias de distanciamento social s�o mais eficazes do que um bloqueio total. Os suecos argumentam ainda que a estrat�gia do pa�s � mais sustent�vel quando se trata de lutar contra um surto que promete ser duradouro. As mortes, por essa estrat�gia, se concentrariam no come�o da crise e diminuiriam, comparadas aos vizinhos, no m�dio e longo prazos.

Como em outros pa�ses, a maioria dos mortos pela covid-19 na Su�cia eram idosos. O primeiro-ministro admitiu ontem que o governo poderia ter feito mais para proteger os mais velhos. "Tivemos uma estrat�gia infeliz, especialmente em compara��o com nossos pa�ses vizinhos, com a introdu��o do v�rus em muitos lares de idosos", afirmou Lofven.

Na semana passada, o governo anunciou um acordo com a oposi��o para aprovar uma lei que permitir� a ado��o de medidas urgentes, como o fechamento do com�rcio e dos portos.

O epidemiologista respons�vel pelo controle da pandemia em todo o pa�s, Anders Tegnell, disse ontem que trabalha em novas medidas contra o coronav�rus. "Come�amos a trabalhar duro nisso, em coordena��o com outras ag�ncias do governo", afirmou.

Tegnell defendeu a estrat�gia da Su�cia e destacou que a cidade de Nova York, com popula��o semelhante � de seu pa�s, com cerca de 10 milh�es de pessoas, tem dez vezes mais mortes - na verdade, s�o 7.349 �bitos na cidade, pouco mais de sete vezes mais.

"De toda forma, � preciso ser prudente. Muitos fatores podem mudar", afirmou. Tegnell tamb�m criticou o fato de as autoridades n�o terem conseguido evitar as mortes em asilos, que representam a metade do total no pa�s. "Um fracasso", afirmou. Sobre o texto dos especialistas, Tegnell disse que h� "uma imprecis�o no artigo" em rela��o aos n�meros utilizados. (COM AG�NCIAS INTERNACIONAIS)


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