Longas filas de autom�veis podiam ser vistas inclusive em rodovias nos arredores de Santiago, que levam a regi�es de balne�rios banhados pelo Pac�fico em pleno ver�o no hemisf�rio sul.
Em cidades do norte, como Arica e Iquique, a mais de 1.400 km da capital, os caminh�es bloquearam as rodovias que levam ao aeroporto.
Al�m disso, estavam cancelados todos os voos tendo como origem e destino Iquique, porto do norte chileno, localizado a 300 km da fronteira com a Bol�via, no altiplano, que desde 2020 se tornou o epicentro de uma crise migrat�ria sem precedentes e por onde entram de forma clandestina milhares de pessoas, venezuelanos na maioria.
Os caminhoneiros se mobilizaram desde a quinta-feira, realizando barricadas e bloqueios de rodovias para pedir seguran�a, ap�s a morte de um colega na regi�o de Antofagasta (norte), onde houve um confronto com tr�s pessoas, entre elas um menor de 16 anos, que teriam atirado pedras para que os levassem.
A pol�cia confirmou que deteve os tr�s acusados como autores do crime, segundo testemunhas, e que s�o cidad�os da Venezuela.
A tens�o com este novo incidente reacendeu a convoca��o das manifesta��es realizadas nas tr�s �ltimas semanas, sobretudo em Iquique e Arica, com grupos que expressam sua xenofobia particularmente contra migrantes venezuelanos, comunidade mais numerosa no pa�s.
Desde o come�o de 2021, nas cidades e estradas do norte veem-se milhares de fam�lias de migrantes � deriva, pernoitando em espa�os p�blicos, pedindo esmola ou esperando ajuda de amigos e familiares em outras cidades do Chile para ir a outro destino.
Ao menos 20 migrantes morreram nas passagens clandestinas a mais de 4.000 metros de altitude e com temperaturas abaixo de zero quando fazem a travessia, durante � noite.
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SANTIAGO
Caminhoneiros bloqueiam rodovias no Chile pedindo mais seguran�a
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