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Estado de Minas BRUXELAS

L�deres da UE discutem 'pausas' humanit�rias na Faixa de Gaza


26/10/2023 13:30
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Os governantes dos pa�ses da Uni�o Europeia (UE) iniciaram, nesta quinta-feira (26), uma c�pula de dois dias, em busca de uma formula��o de unidade sobre a melhor forma de levar ajuda humanit�ria para a popula��o civil na Faixa de Gaza.

Ap�s o ataque do grupo islamista Hamas em territ�rio israelense em 7 de outubro, Israel iniciou uma opera��o de repres�lia contra a Faixa de Gaza, onde um n�mero elevado de mortes de civis provoca preocupa��o entre a comunidade internacional.

A UE j� divulgou um documento em que expressa apoio expl�cito ao direito de Israel � autodefesa, mas com respeito ao direito internacional, em particular � prote��o dos civis.

Diante da situa��o dram�tica em Gaza, os l�deres pretendem garantir que os palestinos do enclave recebam ajuda humanit�ria urgente e negociam um texto de consenso sobre uma interrup��o das hostilidades.

A vers�o mais recente no rascunho das conclus�es do encontro de c�pula, ao qual a AFP teve acesso, pede a implementa��o de "corredores humanit�rios e pausas", para proteger a popula��o civil.

Uma vers�o anterior do texto mencionava a necessidade de uma "pausa humanit�ria" para que a ajuda consiga chegar aos civis palestinos.

Ap�s idas e vindas diplom�ticas, a formula��o final est� nas m�os dos l�deres europeus.

A ONU j� defendeu um "cessar-fogo", mas fontes diplom�ticas afirmaram que, no atual cen�rio, a Alemanha apresentou a ideia de mencionar "janelas" humanit�rias, no plural.

Um funcion�rio de alto escal�o da UE disse na quarta-feira que "as letras, as v�rgulas e o idioma importam, e � assim que os acordos s�o alcan�ados".

Ao chegar � reuni�o, o chefe do governo espanhol, Pedro S�nchez, manifestou-se a favor de um "cessar-fogo".

"Gostaria de ver um cessar-fogo para fins humanit�rios. Mas se n�o tivermos condi��es para isso, pelo menos uma pausa humanit�ria para canalizar toda a ajuda", disse.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que os l�deres discutir�o "como assegurar que o acesso humanit�rio. Acreditamos que os civis devem ser protegidos sempre e em qualquer lugar".

J� o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, declarou que seu pa�s "insistir� em que devemos ter un cessar-fogo em Gaza, uma oportunidade para levar ajuda humanit�ria" e retirar cidad�os da UE do territ�rio palestino.

O chanceler alem�o, Olaf Scholz, disse, por sua vez, que "Israel � um Estado democr�tico (...) e, por isso, tenho certeza de que as for�as israelenses v�o seguir as regras do direito internacional".

- Ucr�nia na agenda -

A reuni�o n�o deve abordar apenas a crise entre Israel e o Hamas, ou a situa��o humanit�ria dram�tica em Gaza. O encontro tamb�m revisar� o cen�rio na Ucr�nia, onde os combates prosseguem desde o in�cio da ofensiva da R�ssia.

A discuss�o acontece em um momento, no qual a crise no Congresso dos Estados Unidos provoca d�vidas sobre a sustentabilidade da ajuda militar de Washington a Kiev.

Na ter�a-feira, Scholz prometeu que o apoio � Ucr�nia "n�o ser� afetado de forma alguma pelo fato de, desde as horr�veis horas da manh� de 7 de outubro, nos concentrarmos em Israel e no Oriente M�dio".

Nesse sentido, os chefes de Estado e de Governo do bloco agora analisam as possibilidades reais de utilizar fundos russos congelados da UE para a reconstru��o da Ucr�nia.

"� uma discuss�o muito complexa, por problemas jur�dicos. N�o � um tema f�cil", disse uma fonte diplom�tica europeia.

O governo da Eslov�quia anunciou nesta quinta-feira que interromper� a ajuda militar � Ucr�nia.

A Comiss�o Europeia (Executivo da UE) apresentar� em 8 de novembro uma avalia��o sobre se o bloco iniciar� negocia��es com a Ucr�nia para a eventual ades�o.

A Ucr�nia deseja ser admitida de imediato na UE, embora o processo leve, em geral, v�rios anos (em alguns casos, mais de uma d�cada) de negocia��es e reformas.

A agenda da c�pula inclui, ainda, discuss�es sobre as tens�es entre S�rvia e Kosovo, assim como a crise entre Arm�nia e Azerbaij�o e a pol�tica migrat�ria comum.


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