O n�mero de mortes no Lago Parano� cresceu 27% este ano. Nos primeiros cinco meses de 2011, 37 pessoas perderam a vida no espelho d’�gua, uma m�dia de um �bito a cada quatro dias. Na conta, j� est�o inclu�das as nove v�timas do naufr�gio do �ltimo domingo. No mesmo per�odo do ano passado, foram registradas 29 mortes, segundo o Corpo de Bombeiros. At� a trag�dia com o Imagination, o acidente mais grave registrado foi o que tirou a vida das irm�s Juliana e Liliane Queiroz de Lira, 18 e 21 anos, respectivamente. A lancha em que elas estavam com mais nove pessoas — a capacidade era apenas para seis — afundou exatamente um ano antes do naufr�gio da embarca��o de festas que transportava 110 pessoas.
No intervalo entre os dois desastres, v�rias pessoas morreram afogadas no espelho d’�gua. A grande maioria, segundo os bombeiros, porque n�o se comportou de maneira prudente. Em novembro, a diarista Leidiana Regina Marchiori da Silva, 21 anos, mesmo sem saber nadar, entrou na �gua com amigos, num colch�o infl�vel, para pescar. O colch�o acabou virando e a jovem morreu afogada. Em 8 de abril deste ano, Patrick Andrei Barreto de Abreu, 15 anos, morreu afogado ao tentar cruzar o lago a nado. A fatalidade ocorreu por volta das 15h, pr�ximo � ML 3 do Lago Norte. Segundo informa��es dos bombeiros, ele sentiu uma c�ibra no meio do trajeto e acabou se afogando.
Um grupo de amigos � exce��o no lago. Praticantes de canoagem, eles n�o abrem m�o dos coletes salva-vidas e preferem praticar a atividade aqu�tica de segunda a sexta-feira. “� bem mais seguro do que nos fins de semana. O lago fica bem mais calmo”, contou o estudante Felipe Lima, 17 anos. Amiga dele, a professora de educa��o f�sica Gabriela Silvano, 22, viveu momentos de tens�o, coincidentemente no mesmo dia da trag�dia com o Imagination. Cerca de uma hora antes do maior acidente n�utico da hist�ria do Lago Parano�, ela e uma amiga ficaram � deriva depois que o bote em que estavam virou. “Ficamos no lago um bom tempo. Por sorte, est�vamos de colete e com apitos. Come�amos a apitar e um rapaz em uma lancha nos socorreu”, relembrou Gabriela.
A Marinha tamb�m contribui no sentido de educar quem frequenta o lago. Nas abordagens, os marinheiros orientam os propriet�rios de embarca��es a seguirem a Lei de Seguran�a de Tr�fego Aquavi�rio (Lesta), que disciplina as regras que devem ser obedecidas no lago. Os fiscais verificam itens de seguran�a, como a presen�a de coletes salva-vidas, material de primeiros socorros, equipamentos de ilumina��o, boias e �ncoras.
Regras
A Lei de Seguran�a de Tr�fego Aquavi�rio (Lesta) disp�e sobre a seguran�a para a circula��o de embarca��es em �guas brasileiras. Abrange barcos brasileiros, exceto os de guerra. A legisla��o traz as regras que devem ser seguidas ao conduzir uma embarca��o, como a obrigatoriedade de comunica��o de acidentes.
