O petr�leo que h� 23 dias vaza na Bacia de Campos pode atingir o litoral do Estado do Rio de uma maneira jamais imaginada pelos especialistas. Trazido do oceano em barcos, o �leo recolhido no mar foi depositado no galp�o de uma firma na Baixada Fluminense. Parte dele escoou por ralos para valas de esgoto que acabam desaguando na j� polu�da Ba�a de Guanabara, na altura do munic�pio de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A Pol�cia Federal (PF) abriu inqu�rito para investigar mais um crime ambiental relacionado com o vazamento no Campo de Frade, explorado pela petroleira americana Chevron a 120 km do litoral norte do Estado. As depend�ncias da empresa Contecom, que foi subcontratada para armazenar a �gua oleosa (mistura de �gua salgada e petr�leo), foram vistoriadas na noite de ontem por agentes federais. Uma funcion�ria j� prestou depoimento e foi liberada.
Ainda n�o se sabe quanto petr�leo escapou para os cursos d`�gua que seguem rumo aos rios Sarapu�, Igua�u e Estrela, j� totalmente polu�dos. At� a ba�a de Guanabara, o percurso m�dio entre a sede da empresa e o ponto em que os rios se encontram com os manguezais da ba�a � de 5 quil�metros.
Os registros da empresa apreendidos pela PF indicam que nos dias 21 e 22 o galp�o recebeu dois carregamentos, que somavam 80 mil litros de �gua oleosa, enviados em caminh�es pela Brasco Log�stica Offshore, empresa contratada pela Chevron para receber o �leo.
Instalada em Niter�i (cidade na regi�o metropolitana), a Brasco remeteu a carga, recebida no atracadouro da Ilha da Concei��o, para a Contecom, que faria o tratamento da mistura.
O advogado da Contecom, Bruno Rodrigues, disse hoje que n�o houve vazamento do �leo armazenado na "piscina" do galp�o. Ele negou que a �gua oleosa tenha escorrido pelos ralos. Segundo Rodrigues, a empresa n�o separaria �gua e petr�leo. Seria tarefa segundo ele, de uma outra empresa de Niter�i, "parceira da Contecom".
"A Pol�cia Federal est� investigando e quer saber o destino do �leo. S� que se complicou nesta hist�ria porque a Contecom n�o trata o �leo, s� armazena e repassa. Ent�o, n�o houve vazamento, isso n�o existe. Est�o falando muitas coisas com base em achismo. N�o h� prova pericial neste sentido", afirmou o advogado.
De acordo com os peritos da PF, o �leo vazou por pelo menos um buraco na barreira de conten��o da "piscina", que estava visualmente lotada, apesar da capacidade anunciada ser de 90 mil litros. Ao ultrapassar a barreira, a mistura escorreu pelo p�tio em dire��o aos ralos. Dali atingiu as galerias pluviais e as redes clandestinas de esgotos.
Essas rotas de escoamento des�guam em valas negras que abundam na Baixada Fluminense. O caminho das valas � um s�: os rios de maior porte que seguem, repletos de detritos industriais e org�nicos, para os fundos da Ba�a de Guanabara. Por dia, conforme os c�lculos de especialistas, os rios da Baixada levam para a ba�a cerca de 90 toneladas de lixo.
Deputados que integram a comiss�o externa criada pela C�mara dos Deputados para averiguar as responsabilidades e causas do vazamento estiveram hoje de manh� na Contecom, para acompanhar a per�cia da Pol�cia Federal.
O coordenador da comiss�o, Dr. Aluizio (PV-RJ), disse que insistir� em Bras�lia na abertura de uma Comiss�o Parlamentar de Inqu�rito (CPI), para o qual diz j� ter recolhido 20 assinaturas. S�o necess�rias 171 para a instala��o da CPI.
A Pol�cia Federal (PF) abriu inqu�rito para investigar mais um crime ambiental relacionado com o vazamento no Campo de Frade, explorado pela petroleira americana Chevron a 120 km do litoral norte do Estado. As depend�ncias da empresa Contecom, que foi subcontratada para armazenar a �gua oleosa (mistura de �gua salgada e petr�leo), foram vistoriadas na noite de ontem por agentes federais. Uma funcion�ria j� prestou depoimento e foi liberada.
Ainda n�o se sabe quanto petr�leo escapou para os cursos d`�gua que seguem rumo aos rios Sarapu�, Igua�u e Estrela, j� totalmente polu�dos. At� a ba�a de Guanabara, o percurso m�dio entre a sede da empresa e o ponto em que os rios se encontram com os manguezais da ba�a � de 5 quil�metros.
Os registros da empresa apreendidos pela PF indicam que nos dias 21 e 22 o galp�o recebeu dois carregamentos, que somavam 80 mil litros de �gua oleosa, enviados em caminh�es pela Brasco Log�stica Offshore, empresa contratada pela Chevron para receber o �leo.
Instalada em Niter�i (cidade na regi�o metropolitana), a Brasco remeteu a carga, recebida no atracadouro da Ilha da Concei��o, para a Contecom, que faria o tratamento da mistura.
O advogado da Contecom, Bruno Rodrigues, disse hoje que n�o houve vazamento do �leo armazenado na "piscina" do galp�o. Ele negou que a �gua oleosa tenha escorrido pelos ralos. Segundo Rodrigues, a empresa n�o separaria �gua e petr�leo. Seria tarefa segundo ele, de uma outra empresa de Niter�i, "parceira da Contecom".
"A Pol�cia Federal est� investigando e quer saber o destino do �leo. S� que se complicou nesta hist�ria porque a Contecom n�o trata o �leo, s� armazena e repassa. Ent�o, n�o houve vazamento, isso n�o existe. Est�o falando muitas coisas com base em achismo. N�o h� prova pericial neste sentido", afirmou o advogado.
De acordo com os peritos da PF, o �leo vazou por pelo menos um buraco na barreira de conten��o da "piscina", que estava visualmente lotada, apesar da capacidade anunciada ser de 90 mil litros. Ao ultrapassar a barreira, a mistura escorreu pelo p�tio em dire��o aos ralos. Dali atingiu as galerias pluviais e as redes clandestinas de esgotos.
Essas rotas de escoamento des�guam em valas negras que abundam na Baixada Fluminense. O caminho das valas � um s�: os rios de maior porte que seguem, repletos de detritos industriais e org�nicos, para os fundos da Ba�a de Guanabara. Por dia, conforme os c�lculos de especialistas, os rios da Baixada levam para a ba�a cerca de 90 toneladas de lixo.
Deputados que integram a comiss�o externa criada pela C�mara dos Deputados para averiguar as responsabilidades e causas do vazamento estiveram hoje de manh� na Contecom, para acompanhar a per�cia da Pol�cia Federal.
O coordenador da comiss�o, Dr. Aluizio (PV-RJ), disse que insistir� em Bras�lia na abertura de uma Comiss�o Parlamentar de Inqu�rito (CPI), para o qual diz j� ter recolhido 20 assinaturas. S�o necess�rias 171 para a instala��o da CPI.
