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Estado de Minas

Wesley Batista afirma que n�o se arrepende de decidir colaborar com a Justi�a

O empres�rio afirmou tamb�m que o processo de colabora��o com o Minist�rio P�blico Federal � "imprevis�vel e inseguro"


postado em 08/11/2017 11:53

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS realiza audiência pública para ouvir o empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Comiss�o Parlamentar Mista de Inqu�rito da JBS realiza audi�ncia p�blica para ouvir o empres�rio Wesley Batista, um dos donos da JBS (foto: Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil)

Em depoimento na manh� desta quarta-feira (8) � Comiss�o Mista de Inqu�rito (CPMI) da JBS, o empres�rio Wesley Batista, um dos propriet�rios da empresa, disse que n�o se arrepende de ter decidido colaborar com a Justi�a brasileira.  O empres�rio afirmou que o processo de colabora��o com o Minist�rio P�blico Federal � "imprevis�vel e inseguro".

"O que vejo neste momento s�o colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. As dela��es dos �ltimos anos fizeram o pa�s olhar no espelho", ressaltou, avaliando que os brasileiros n�o gostaram do que viram e, por isso, os delatores est�o sendo punidos, presos, e os delatados est�o soltos.

Wesley reafirmou que acredita na Justi�a brasileira e destacou que jamais descumpriu o acordo de dela��o celebrado com o Minist�rio P�blico.

Ap�s essa introdu��o, Wesley Batista invocou a prerrogativa constitucional de permanecer calado – a exemplo do que fez o ex-diretor da J&F, Ricardo Saud – e segue sem responder �s perguntas dos parlamentares.

A CPMI da JBS ocorre em conjunto com a CPI do Senado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ�mico e Social (BNDES). Essa �ltima investiga irregularidades nos empr�stimos concedidos pelo BNDES no �mbito do programa de globaliza��o das companhias nacionais, em especial a linha de financiamento espec�fica � internacionaliza��o de empresas, a partir do ano de 1997.

Adiamento

Wesley chegou ao Senado por volta de 8h30 acompanhado de policiais federais e advogados e ficou em uma sala reservada at� ser chamado para depor.

Os advogados do executivo chegaram a pedir � CPI o adiamento do depoimento dele na comiss�o, mas tiveram o pedido negado ontem (7) pelo presidente do colegiado, senador Ata�des Oliveira (PSDB-TO). A defesa de Wesley argumentou que ele deveria ter sido notificado do depoimento com anteced�ncia, mesmo estando preso.

O empres�rio est� sob cust�dia da Pol�cia Federal desde 13 de setembro, acusado de ter usado informa��es privilegiadas sobre a dela��o feita por ele, seu irm�o Joesley e outros executivos do grupo para ganhar dinheiro no mercado financeiro.

A CPMI da JBS foi criada para investigar irregularidades envolvendo as empresas JBS e J&F (holding que controla a JBS) em opera��es realizadas com o BNDES e sua subsidi�ria, BNDES Participa��es (BNDESPar), ocorridas entre 2007 e 2016. Os parlamentares tamb�m querem investigar os procedimentos do acordo de colabora��o premiada entre o Minist�rio P�blico Federal e os acionistas das companhias. (Com Ag�ncia Brasil)


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