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Estado de Minas ANNA MARINA

Minha luta contra a infla��o

Fa�o praticamente todas as compras da casa e vejo que a lista, com os mesmos produtos, s� faz encarecer. Aprendi preciosas li��es para lidar com isso


09/03/2023 04:00 - atualizado 08/03/2023 23:37

ilustração mostra mulher anotando preços em um papel em frente a carrinho de supermercados

Fa�o praticamente todas as compras da casa. Na �nica vez em que quis aproveitar a novidade e resolvi comprar pelo computador, levei o maior ferro. Os pedidos vieram todos desencontrados – como n�o mandei as marcas dos produtos, s� recebi o que n�o comprava nunca. Na esperan�a de ganhar a freguesia, a escolha era mais do que aleat�ria se o total da compra fosse menor.

Os tempos foram passando e a soma das compras, sempre as mesmas, foi crescendo. Resolvi juntar algumas fichas de caixa para comparar os resultados. A partir de uma certa compara��o, deixei esse problema de lado. Por exemplo: em abril de 2017, o resultado chegou a R$ 641,07. Naquele m�s, um vidro de �leo de girassol custava R$ 6,75. 

Em julho do mesmo ano, a soma bateu R$ 903,10. Com alguns pre�os menores, como, por exemplo, o �leo de milho, que tinha baixado para R$ 6,39.

Na �ltima segunda-feira, fui fazer minha compra mensal ajudada pela nova cozinheira, que percorreu cuidadosamente a despensa e limpou da lista os itens que eu comprava aleatoriamente, pensando que talvez pudesse precisar deles.

Completei as compras do m�s morrendo de cansada, com os itens normalmente comprados reduzidos, pois alguns j� tinham sobrado do m�s anterior. Levei o susto que se tornou habitual nestes tempos: a soma ultrapassou os R$ 1,8 mil. 

Itens normais de uma cozinha caseira haviam simplesmente dobrado de custo. Vale lembrar: nestas compras n�o entraram o bacalhau de sempre, que est� custando mais de R$ 180 o quilo, queijo parmes�o, bacon, fil� e enlatados.

Com a nova realidade em que vivemos, aprendi uma pol�tica que acho essencial para a boa sobreviv�ncia. S� compro o que posso pagar, n�o compro nada para pagar de mais vezes. Como sou eu que fa�o as compras, fa�o tamb�m a an�lise. Por exemplo: se um vidro de palmito est� com o pre�o l� no alto, para que comprar? Palmito � �timo numa salada ou prato quente. Mas podemos ter �tima salada e prato quente excelente usando outro produto, mais barato.

Fa�o o mesmo quando vou comprar frutas e legumes. A avalia��o fica mais f�cil, porque os produtos s�o quase todos da esta��o. Se a manga ub� chega com pre�o muito alto, espero baixar. N�o compro frutas que custam caro em determinados locais, mas s�o mais baratas no caminh�o da esquina. O abacaxi � um bom exemplo. Na mercearia e no supermercado, custa sempre o dobro.

Outro lance que aprendi foi fazer lanche � noite em lugar do jantar tradicional. Quando meu marido era vivo, fazia quest�o de jantar, com carne e sobremesa. Como a idade est� me levando a comer sempre menos, qualquer coisa me satisfaz.

Depois da queda que fraturou minha coluna, aprendi a tomar suco de fruta natural. Gostei bem, porque alimenta e n�o for�a o est�mago. At� suco de manga � legal, alimenta bem. E o custo da fruta pode variar de um lugar para outro. Na mercearia, a manga � sempre mais em conta. Vale comprar mesmo as mais maduras, que ficam bem na geladeira.

O que atormenta muito � se prender a card�pios tradicionais. Assim como acontece com a vida, a mesa fica mais leve quando � bem administrada.

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