
Come�a neste m�s uma colheita com significado especial do caf� de Minas Gerais, estrela da produ��o agr�cola e das exporta��es do agroneg�cio do estado. S� com o trabalho nas lavouras ser� poss�vel medir a extens�o das perdas esperadas neste ano, per�odo desfavor�vel da bienalidade t�pica da cultura.
Os cafezais foram respons�veis pelo bom desempenho da agropecu�ria no estado em 2020, a despeito dos dr�sticos impactos do novo coronav�rus sobre a economia, e podem fazer a diferen�a na aguardada rea��o de 2021. Agricultura e a pecu�ria resgataram Minas de um tombo que poderia ter ido al�m dos 3,9% registrados no ano passado.
Os cafezais foram respons�veis pelo bom desempenho da agropecu�ria no estado em 2020, a despeito dos dr�sticos impactos do novo coronav�rus sobre a economia, e podem fazer a diferen�a na aguardada rea��o de 2021. Agricultura e a pecu�ria resgataram Minas de um tombo que poderia ter ido al�m dos 3,9% registrados no ano passado.
Al�m de produtividade inferior, depois de um 2020 marcado por expressiva safra do caf� de Minas, desde setembro do ano passado a estiagem afetou o processo reprodutivo nas planta��es e altas temperaturas se juntaram ao d�ficit h�drico. A bienalidade baixa custa ao redor de 20% de queda � produ��o cafeeira.
Estudo conduzido por pesquisadores da Emater-MG e do Sistema Faemg junto a cafeicultores, cooperativas e entidades do setor, cobrindo 322 munic�pios do estado, estimou perdas por intemp�ries em 193 mil hectares de �rea cultivada. Esse efeito poder� significar redu��o de 20,7% da safra neste ano.
De setembro, quando ocorre a flora��o da planta, ao fim do ano, foram registradas temperaturas superiores a 25 graus. Entre os 73,1% de munic�pios onde houve relatos de perdas da cultura, a intensidade do comprometimento da frutifica��o variou do n�vel m�dio a alto.
A perda tende a subir a 40,7% quando associada �quela carga de estresse do ciclo natural da planta. A Conab, por sua vez, estimou produ��o deste ano entre 19 milh�es e 22 milh�es de sacas em Minas, ante 34 milh�es de sacas no ano passado. A proje��o data de dezembro passado, quando a situa��o era cr�tica do ponto de vista clim�tico.
Ana Carolina Alves Gomes, analista de agroneg�cios da Faemg, chama a aten��o para o acompanhamento dos primeiros resultados da colheita, tendo em vista a import�ncia da atividade para o desempenho econ�mico do estado. “A valoriza��o dos pre�os pode compensar parcela da perda da produ��o, minimizando o impacto nas lavouras, mas n�o vivemos um momento positivo”, destaca.
Ampliada pelo efeito da estiagem e de altas temperaturas, a queda prevista da safra fez soar alerta nas regi�es cafeicultoras de Minas, onde alimenta uma cadeia produtiva e de renda. Al�m da sustenta��o de fam�lias em centenas de munic�pios, ela move as compras locais de bens e servi�os e a arrecada��o tribut�ria.
A Cooxup�, l�der em exporta��es do produto, informou esta semana que trabalha com estimativa de produ��o de 7,49 milh�es de sacas neste ano, 38,1% a menos que no ano passado, quando ofertou 10,99 milh�es de sacas. Cerca de 96% dos cooperados vivem do sistema da agricultura familiar no extenso territ�rio abrangido pela entidade, no Sul, no cerrado mineiro e na regi�o conhecida como M�dia Mogiana de S�o Paulo.
As chamadas commodities agr�colas contaram, de fato, com bons pre�os no ano passado, o que tamb�m explica o bom desempenho do agroneg�cio. N�o se sabe, agora, como v�o se comportar num segundo ano j� marcado por indicadores dram�ticos da pandemia da COVID-19 no Brasil e por surpresas e restri��es ao funcionamento do com�rcio, das empresas de servi�os e � circula��o de pessoas tamb�m de volta em pa�ses como a Fran�a e Alemanha.
Na semana passada, a saca de 60 quilos do caf� ar�bica cru alcan�ou R$ 730, quando a m�dia da cota��o no ano passado transitou entre R$ 450 e R$ 500. Resta ainda aguardar o comportamento do d�lar em 2021. S�o movimentos que Ana Carolina Gomes, da Faemg, prefere avaliar com reservas. “Por mais que o pre�o esteja valorizado, se o cafeicultor n�o tem produ��o para entregar, n�o adianta”, diz. Os sinais de abril e maio ser�o vitais n�o s� para a cafeicultura como para a rea��o essencial do PIB de Minas.
Embarques
As exporta��es de caf� n�o torrado de Minas Gerais subiram 13,7% em janeiro e fevereiro deste ano, com receita de
US$ 682 milh�es. Os embarques representaram 15% da receita das vendas externas totais do estado, de US$ 4,476 bilh�es no bimestre.
No pedestal
17%. Foi a participa��o da produ��o da Cooxup� na safra nacional do caf� ar�bica em 2020
