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Estado de Minas

Belo Monte poder� enfrentar nova greve de oper�rios


postado em 18/04/2012 19:33

O movimento grevista nos canteiros de obras da Usina Belo Monte na regi�o de Altamira do Par� pode ser retomado a qualquer hora. Pelo menos � o que garantem as lideran�as dos trabalhadores, que n�o estariam aceitando a posi��o do Cons�rcio Construtor Belo Monte (CCBM). "Eles n�o est�o cumprindo ainda o que foi acertado nos acordos anteriores", disse um trabalhador que preferiu n�o se identificar. A assessoria do CCBM informou que n�o h� possibilidade de o movimento ser deflagrado, porque os trabalhadores est�o sendo atendidos em suas reivindica��es. Os trabalhadores realizaram reuni�o esta noite.

O Movimento Xingu Vivo para Sempre denunciou esta semana que o CCBM teria demitido pelo menos 60 oper�rios que participaram da �ltima greve, que paralisou a obra por sete dias. Segundo o movimento, uma lideran�a grevista foi demitida e agredida por um seguran�a privado do cons�rcio. Outro, que aparecera em v�deo participando da greve em grava��es internas feitas pela empresa, foi demitido e, posteriormente, preso sem explica��o pela Pol�cia Militar - conforme os trabalhadores, chamada pelo cons�rcio, enquanto dormia em um dos alojamentos do CCBM.

Para a assessoria do CCBM, o que o Xingu Vivo chama de demiss�es por retalia��o, seria, na verdade, "um movimento natural em obras de grande porte: todos os dias, trabalhadores s�o dispensados e outros contratados". No caso do CCBM, prosseguiu a assessoria, o n�mero de contrata��es supera, em grande volume, o n�mero de demiss�es. "At� porque existem cerca de 7 mil funcion�rios diretos, e teremos aproximadamente 21 mil j� no pr�ximo ano."


Conforme a assessoria do cons�rcio, o Xingu Vivo para Sempre sobrevive da divulga��o de informa��es mentirosas e fantasiosas. Relata agress�es que n�o ocorreram, retalia��es que n�o existiram. Por exemplo, tentou divulgar uma "greve geral" que contou com a ades�o de menos de mil trabalhadores - de um universo de 7 mil.

Na �ltima ter�a-feira, o CCBM esteve, pela segunda vez, reunido com uma comiss�o de trabalhadores, o Sindicato, e um representante do Minist�rio P�blico do Trabalho para discutir os �ltimos itens da pauta de negocia��es dos trabalhadores: o aumento da cesta b�sica e a redu��o no per�odo de baixa. O sindicato ouviu as propostas do CCBM e se comprometeu a fazer assembleias em pelo menos quatro das cinco frentes de obras (Unidade Porto e Acessos; S�tio Canais e Diques; S�tio Pimental; e S�tio Belo Monte).

Na primeira reuni�o, que aconteceu na segunda-feira, ficaram decididas a instala��o do Sindicato nos canteiros de obras; melhorias nas condi��es de transporte aos canteiros e no sistema de pagamento de sal�rios; disponibilidade de sinal de telefonia celular nos canteiros. Ficou resolvido ainda que o CCBM avaliar� pontualmente, a equipara��o salarial.

No in�cio das obras, existiam apenas os funcion�rios do corporativo escrit�rios), baseados na cidade de Altamira. Atualmente, dez meses desde o in�cio, s�o cerca de 7 mil diretos e outros 2 mil de subcontratadas.


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