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Estado de Minas

Falta de chuva faz pre�o das hortali�as dispararem

Produtores tamb�m adiam planta��o para diminuir perdas. Pre�os disparam com alta de custos e baixa oferta


postado em 11/02/2014 06:00 / atualizado em 11/02/2014 07:44

Plantação de alface em Mário Campos sofre com o excesso de sol: caixa que era vendida por R$ 13 ultrapassou R$ 25(foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Planta��o de alface em M�rio Campos sofre com o excesso de sol: caixa que era vendida por R$ 13 ultrapassou R$ 25 (foto: Beto Magalh�es/EM/D.A Press)
Janeiro e fevereiro s�o meses marcados por temporais que devastam as lavouras. As fortes chuvas assolam p�s de alface e hortali�as e � preciso cuidado extra com as pragas. N�o fosse ruim o bastante o drama de todo in�cio de ano, em 2014 produtores rurais mineiros sofrem com situa��o at�pica do per�odo, ainda mais cr�tica com a seca que afeta as planta��es. Sem chuva, as hortali�as n�o vingam o suficiente, � preciso aumentar a irriga��o, elevando consideravelmente o custo para tentar salvar as planta��es. Nem sempre � poss�vel. E pior: h� casos mais graves em que cisternas e po�os d’�gua secaram, resultando na perda total das lavouras. A eleva��o de pre�os j� pode ser sentida em algumas culturas (veja quadro), mas o repasse maior dos custos deve ser percebido nas pr�ximas semanas.

No Cintur�o Verde, principal regi�o fornecedora de hortali�as para o entreposto de Contagem das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), a falta de chuvas interfere diretamente na qualidade e no custo de produ��o. O excesso de sol das �ltimas semanas tem obrigado os produtores a aumentar a irriga��o, mas nem assim as planta��es conseguem se manter. “A �gua tem ficado ligada quatro horas. � o dobro de antes. Planta, molha, mas tudo murcha”, afirma Ediones Domingos de Oliveira, produtor de M�rio Campos.

Nem um ter�o da �rea dispon�vel est� cultivada. Isso porque com as dificuldades de colher a decis�o foi por plantar menos para diminuir as perdas. No lugar das hortali�as, o que cresce � o mato. Acostumado em janeiro a sofrer com as chuvas de ver�o, desta vez o castigo � o inverso. E ele reclama: “Chuva demais dificulta a colheita, mas sol demais � ainda pior”. Oferta reduzida � igual a aumento de pre�os. A caixa da alface crespa, que antes custava menos que R$ 13, por exemplo, ultrapassou R$ 25 nesta semana.

Mas a situa��o de Oliveira � bem mais tranquila do que a de produtores vizinhos do Bairro Tangar�, tamb�m em Mario Campos. L�, a falta de chuvas resultou na seca da cisterna de uma das planta��es de Joaquim Pedro Campos. “Com 22 metros de profundidade, n�o � poss�vel ver nem sinal de �gua e, sem ela, n�o tem nada que vence”, diz ele. A �ltima colheita foi h� 20 dias.

Perto dali, a produtora Wanda Campos Sales tenta salvar o pouco da lavoura que n�o se perdeu. A alface, al�m de ter crescido pouco, amarelou. A cebolinha est� com as pontas queimadas. A r�cula e a acelga n�o cresceram o suficiente e os problemas se repetem com o almeir�o, a mostarda e o rabanete. H� tr�s semanas, ela instalou um sistema de irriga��o mais econ�mico, ao custo de R$ 2 mil, mas sem �gua n�o h� nem o que economizar. “Para a gente � uma trag�dia. Deixei de lucrar cerca de R$ 10 mil com os produtos perdidos em janeiro e na primeira semana de fevereiro”, calcula.

PECU�RIA E GR�OS
A expectativa � de que ocorram chuvas mais brandas nos pr�ximos dias para tentar mudar o cen�rio. Caso contr�rio, a seca que atinge o estado pode causar ainda mais preju�zos, com perdas de produ��o para as lavouras de gr�os como soja, milho e caf�, al�m da pecu�ria e hortigranjeiro. O volume da produ��o perdida at� agora com o veranico ainda n�o pode ser calculado, mas especialistas apostam em n�meros de at� 60%. No Norte de Minas, por exemplo, os preju�zos podem ultrapassar os 70% nas culturas de milho, feij�o, mandioca, cana e de sorgo, tamb�m chamado milho-zaburro, de acordo com gerente regional da Emater de Montes Claros, Ricardo Demicheli. Segundo ele, outra preocupa��o dos produtores da regi�o � com a bovinocultura, que ainda n�o foi afetada por conta das chuvas registradas no in�cio de dezembro. “N�o registramos mortes nem pre�o mais caro da arroba do boi, mas n�o temos reserva de alimento para os pr�ximos meses”, explica.

Escassez deve pesar a infla��o

Segundo o coordenador de informa��es da CeasaMinas, Ricardo Fernandes Martins, a oferta dos produtos � a mesma registrada no ano passado e os pre�os seguem no mesmo patamar. Entretanto, ele afirma   que pode ocorrer queda na oferta, o que vai se traduzir em infla��o mais alta nos pr�ximos meses. “� um veranico longo, os produtores esperam chuvas nos pr�ximos dias, mas se n�o acontecer, o impacto na produ��o ser� grande”, afirma. Em Janeiro, o �ndice Nacional de Pre�os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a infla��o oficial do pa�s e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE), avan�ou 0,55%. O grupo alimenta��o e bebidas subiu 0,84% e pesou na alta do indicador.

De acordo com Martins, os itens que apresentaram maior varia��o de pre�o para o consumidor entre dezembro e janeiro foram o chuchu, que passou de R$ 0,68 o quilo para R$ 1,46, alta de 125%. Em seguida aparece a beterraba (64%), de R$ 0,85 para R$ 1,39. As hortali�as folhosas, mais sens�veis ao forte calor, tamb�m devem pesar a infla��o no pr�ximo m�s. A alface, que em dezembro era vendida a R$ 2,58 o quilo no Ceasa Minas, j� passou para R$ 3,95, alta de 53%. “A incid�ncia do sol compromete a qualidade dos produtos, principalmente das folhosas que registram tempo de prateleira menor nessa �poca do que em temperaturas amenas”, afirma a coordenadora da assessoria t�cnica da Federa��o da Agricultura e Pecu�ria do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso.

No varejo, a alta de pre�os j� � realidade. No Sacol�o ABC de Minas, chuchu, laranja e banana prata tiveram aumento de pre�o nos �ltimos dias, segundo a gerente Williane Marley. O quilo do chuchu pulou de R$ 0,99 para R$ 3,99. Al�m da alta, a psic�loga Maria Souza Carvalho e o marido Saulo Almeida percebem altera��es na qualidade dos alimentos. “Est�o ficando feias e n�o d� para aproveitar tudo, al�m de durar muito menos”, diz ela em rela��o �s folhas.

BATATA De acordo com a Faemg, o d�ficit h�drico � ainda mais alarmante para a cultura do caf�, j� que a falta de �gua pode comprometer toda a planta, quebrando seu ciclo de crescimento, atingindo tamb�m as pr�ximas safras. Outra preocupa��o � a batata. As previs�es do clima s�o de chuvas em mar�o, o que pode atrapalhar o escoamento de produ��o e comprometer a qualidade do produto que foi um dos vil�es da infla��o no ano passado, com a saca de 50 quilos sendo vendida a R$ 85,71 em mar�o. “Se as chuvas previstas para o pr�ximo m�s forem intensas, a batata pode chegar com pre�o bem mais caros para o consumidor, puxando novamente o �ndice de infla��o”, explica Aline. (FM/PRF)


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