
Comparar o custo da viagem com as despesas no mesmo per�odo de 2014 poder� provocar distor��es, j� que no ano passado o Brasil vivia o auge da Copa do Mundo e, claro, os pre�os estavam nas alturas por uma viagem nacional. As ofertas de algumas ag�ncias, hoje, nessa compara��o, estariam cerca de 30% mais baratas em rela��o ao per�odo em que o pa�s sediou a Copa. A operadora CVC fez uma pesquisa junto � rede de varejo da marca e identificou mudan�a no comportamento dos consumidores. Em junho, o principal fator de decis�o do cliente, no ato da escolha da viagem, n�o foi mais o “destino tur�stico em si” e, sim, a rela��o de custo/benef�cio oferecidos pelo destino, informou a assessoria de imprensa da companhia.
Segundo a empresa, como os brasileiros viajaram muito nos �ltimos anos e enfrentam, agora, um freio imposto ao consumo, a busca pela ‘pechincha’ tem feito o setor a criar oportunidades. Os destinos mais procurados t�m em comum vantagens como gratuidade para crian�as na hospedaegem (em plena alta temporada), h�teis com regime all inclusive, d�rias gr�tias e passeios inclusos no pacote. A CVC oferece op��es de sete noites para Mac�io a partir de R$1,4 mil por pessoa, em apartamento duplo, incluindo passagem �erea, caf� da manh� e traslado.
“Os clientes t�m prefeiro o sistema de resort All Inclusive, porque pagam aqui o pacote e sabem que, ao chegarem ao destino, n�o t�m mais custos extras. N�o ter�o que gastar com os pedidos das crian�as para comprar um picol�, um refrigerante, por exemplo, j� que s�o produtos j� inclusos”, comenta a gerente de vendas da Master Turismo, Alexandra Peconick. Segundo ela, al�m da busca por resorts, h� uma outra mudan�a de comportamento, a prefer�ncia pelas cidades brasileiras.

A analista de redes sociais Daniela Nunes, de 28 anos, observou, neste ano, que a anteced�ncia faz a diferen�a e que tem havido, sim, boas oportunidades, a despeito do momento de retra��o na economia. Ela e o namorado ucraniano Pavlo Cheplyaka, de 29, decidiram viajar para os Len��is Maranheses ainda em mar�o, e optaram por conhecer, tamb�m, o Maranh�o, e as cidades de Atins, Maragogi(Alagoas) e Porto de Galinhas (Pernambuco). Todo o roteiro custou cerca de R$ 2,5 mil, ou, R$ 1,2 mil por pessoa. “Conseguimos uma promo��o na passagem que valeu muito a pena. Pagamos R$ 446 em duas passagens para S�o Luis. Foi muito barato. N�o vejo que as coisas est�o mais em conta, tudo depende das promo��es rel�mpago e da sorte”, comenta Daniela.
Bilhetes a�reos em nova oferta
As viagens de lazer est�o, ainda, se beneficiando da redu��o dos pre�os das passagens a�reas voltadas ao turismo de neg�cios. A Azul Linhas A�reas, por exemplo, oferece promo��es de voos de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro por R$ 139,90, saindo do Aeroporto da Pampulha, e de
R$ 258,90 para Aracaju, ida e volta. “Os voos a�reos tiveram uma retra��o muito forte pela procura do turismo de neg�cios e isso fez com que os bilhetes a�reos ficassem mais baratos”, afirma o diretor da Freeway Turismo, Arnaldo Werblowsky. Ele comenta que, na empresa, especializada em turismo de aventura, os pre�os est�o est�veis.
“N�o temos valores inferiores do ano passado, mesmo porque o nosso fluxo de clientes n�o diminuiu. O que percebemos, neste momento da economia, � uma substitui��o das viagens de neg�cios. Com a situa��o atual, o executivo, pessimista com o desaquecimento da economia, acha que n�o vai valer a pena viajar para fechar neg�cio e opta pelo lazer”, observa.
INTERNACIONAL Frente a retra��o econ�mica e com a alta do d�lar, mesmo quem quer viajar para fora nesta �poca tem escolhido a viagem com base nos pre�os. Na CVC, Punta Cana, regi�o da Rep�blica Dominicana conhecida por ser resorts, est� em segundo lugar nos destinos internacionais oferecidos pela empresa, sendo que, at� o ano passado, ocupava a quarta coloca��o. Os Estados Unidos s�o o primeiro destino. Punta Cana, Cancun e Buenos Aires seguem nesta ordem. (LE)
