
De acordo com a Aneel, a decis�o de manter a bandeira no patamar vermelho I foi tomada devido ao fato de uma parcela significante da energia ser fornecida por meio de usinas termel�tricas, que t�m custo de gera��o de energia mais alto. Tamb�m pesou na decis�o a diminui��o do volume de chuvas, com a intensifica��o da esta��o seca.
"Setembro � um m�s t�pico do final da esta��o seca nas principais bacias hidrogr�ficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A previs�o hidrol�gica para o m�s sinaliza perman�ncia do quadro de estiagem, com vaz�es abaixo da m�dia hist�rica", disse a Aneel.
Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarif�rias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia el�trica. O funcionamento das bandeiras tarif�rias � simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custar� mais ou menos com fbase nas condi��es de gera��o.
O c�lculo para acionamento das bandeiras tarif�rias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrol�gico– GSF, na sigla em ingl�s, e o pre�o da energia (PLD). Segundo a ag�ncia, o cen�rio favor�vel reduziu o pre�o da energia para o patamar m�nimo, o que "diminui os custos relacionados ao risco hidrol�gico e � gera��o de energia de fontes termel�tricas", possibilitando a manuten��o dos n�veis dos principais reservat�rios pr�ximos � refer�ncia atual.
No dia 21 de maio, a ag�ncia aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarif�rias. Com os novos valores, caso haja o acionamento, o acr�scimo cobrado na conta pelo acionamento da bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. J� a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e, no patamar 2 da bandeira, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde n�o tem cobran�a extra.
Os recursos pagos pelos consumidores v�o para uma conta espec�fica e depois s�o repassados �s distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produ��o de energia em per�odos de seca.
