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Estado de Minas CASO BACKER

'N�o d�o valor � vida humana', diz v�tima da Backer que deixou de receber custeios

Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, era o �nico prejudicado pelo consumo de cervejas contaminados a receber qualquer recurso da empresa. Recursos eram usados em procedimentos para recupera��o do movimento facial e da fala


postado em 14/05/2020 18:27 / atualizado em 14/05/2020 20:15

Cristiano afirma que usava o dinheiro para realizar tratamentos na face(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Cristiano afirma que usava o dinheiro para realizar tratamentos na face (foto: T�lio Santos/EM/D.A Press)

 

“Recebi a not�cia com muita tristeza, indigna��o e revolta. A empresa deixou claro outra vez que n�o d� valor � vida humana”. Assim, Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, se posiciona diante da peti��o da Backer enviada � Justi�a, informando que a cervejaria n�o vai mais custear o tratamento dele por n�o ter dinheiro para tal, diante dos bloqueios de bens determinados pela Justi�a. O professor de psicologia da UFMG era o �nico entre as v�timas a receber recursos da empresa para pagamento de procedimentos de sa�de.

 

Quando esteve internado, Cristiano participou de epis�dio do Caso Backer, o podcast exclusivo do Estado de Minas sobre essa hist�ria.

 

 

Cristiano recebeu o dinheiro por dois meses e o usava para custear consultas m�dicas para realizar simula��es el�tricas na face, quase que completamente paralisada por conta do consumo do dietilenoglicol, subst�ncia qu�mica encontrada em diversos lotes da Backer.

 

“Minha face ficou quase toda paralisada. N�o conseguia movimentar minha boca nem minhas sobrancelhas. Isso � uma caracter�stica do envenenamento. Por isso, tenho realizado alguns procedimentos el�tricos na face que come�am a melhorar meus movimentos. Esse tratamento n�o � coberto por plano de sa�de. Antes, era pago pela Backer. Olha a import�ncia disso”, disse.

 

De acordo com o homem, que ficou 74 dias internado em um hospital localizado na Grande BH, a intoxica��o causa, sobretudo, dois preju�zos no corpo humano: limita��es no funcionamento dos rins e neurol�gicas. Nessa �ltima, o tempo � t�o importante quanto a execu��o dos tratamentos.

 

“Temos poucos estudos sobre a implica��o neurol�gica do dietilenoglicol. Certo � que quanto mais tempo voc� demora para realizar o tratamento, menos chance voc� tem de se recuperar. Essa posterga��o da Backer � uma estrat�gia cruel e maldosa”, afirma.

 

De acordo com a Associa��o das V�timas da Backer, a cervejaria "utiliza-se de m�-f� como uma poss�vel retalia��o �s v�timas do envenenamento, dias ap�s a Justi�a ter acrescentado no processo todos os s�cios nominalmente, com seus bens, e algumas empresas”.

 

A investiga��o da Pol�cia Civil, de acordo com a associa��o, elenca, atualmente, 42 v�timas, sendo nove delas mortas e 33 vivas, entre pessoas que j� receberam alta e outras ainda internadas. 

 

Backer apresenta vers�o

 

Em nota, a Backer informou que “n�o possui qualquer recurso financeiro para dar continuidade aos pagamentos do acordo firmado” com Cristiano Mauro Assis Gomes por causa dos bloqueios judiciais.

 

A empresa tamb�m informou que seis v�timas "n�o apresentaram comprova��o m�dica suficiente, indicando a exist�ncia de enfermidades similares � s�ndrome nefroneural”, causada pela intoxica��o por dietilenoglicol.

 

A cervejaria ainda ressaltou que "nenhuma das v�timas habilitadas no processo comprovou documentalmente as despesas incorridas que n�o estariam cobertas pelos seus planos de sa�de".

 

A Backer acrescentou que o juiz da causa precisa indicar fontes para custeio do aux�lio das v�timas, por meio da venda dos bens bloqueados.

 

De acordo com a empresa, se o juiz indicar quais bens devem ser vendidos, e caso as v�timas apresentem os laudos m�dicos comprobat�rios, os tratamentos ser�o custeados.


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