
Ch�vez votou em Caracas ao meio-dia, acompanhado por personalidades da esquerda e prometendo "reconhecer os resultados" da elei��o, na qual tenta seu quarto mandato consecutivo. "Reconheceremos o resultado, qualquer que seja (...), por um voto de diferen�a ou por tr�s milh�es de votos. Os atores pol�ticos respons�veis devem reconhecer os resultados diante de um sistema eleitoral absolutamente transparente", disse Ch�vez ao votar no Col�gio Manuel Palacios Fajardo do bairro 23 de Janeiro, conhecido basti�o da esquerda.
"H� muita gente na fila, bom sol, bom clima, gra�as a Deus. H� muita gente e isto � muito positivo, uma democracia madura", disse Ch�vez antes de atender aos jornalistas, nacionais e internacionais. Ch�vez estava acompanhado de personalidades da esquerda latino-americana, como a ex-senadora colombiana Piedad C�rdoba, a pr�mio Nobel da Paz e dirigente ind�gena Rigoberta Mench� e o nicaraguense Miguel D'Escoto, ex-presidente da Assembleia Geral das Na��es Unidas.
O presidente tamb�m recebeu o apoio pessoal do jornalista espanhol Ignacio Ramonet, da senadora uruguaia Luc�a Topolansky e do ator americano Danny Glover.
Capriles votou durante a tarde em Las Mercedes, na regi�o de Caracas, afirmando que a vontade do povo ser� respeitada nestas elei��es. "Acatarei o que o povo disser hoje", destacou o ex-governador do estado de Miranda ap�s votar �s 14H30 local (16H00 Bras�lia), em Las Mercedes, no munic�pio de Baruta, do qual foi prefeito.
"O que o povo disser hoje � sagrado para mim, quem participa deste processo aceita as regras", disse Capriles ao recordar sua carreira pol�tica como governador, prefeito e presidente da extinta C�mara dos Deputados como l�der do partido democrata crist�o COPEI.
O candidato convocou todos os venezuelanos a n�o perder a oportunidade de votar e pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que divulgue os resultados o mais r�pido poss�vel. "A primeira pessoa que vou contactar ap�s saber dos resultados ser� o presidente da Rep�blica. Assim tem que ser, este � o exemplo", destacou Capriles.
Desde muito cedo j� havia filas em alguns dos 13.800 centros habilitados em todo o pa�s, que permanecer�o abertos at� as 18h00 locais (19h30 de Bras�lia).
"Bendito seja o 7 de Outubro! Escreveremos outra p�gina hist�rica sobre suas horas!", escreveu Ch�vez em sua conta no Twitter.
"Hoje decidimos o futuro de nossa Venezuela, vamos todos votar acreditando que podemos e vamos estar melhor, vote por voc�", indicou em sua conta na rede social Capriles, que tenta destronar o presidente Hugo Ch�vez ap�s quase 14 anos no poder, em uma das mensagens enviadas ap�s a abertura dos centros de vota��o.
O campo chavista se mobilizou de madrugada com seu tradicional toque de despertar por todo o pa�s. Sua estrat�gia � garantir que a campanha 1X10 funcione: cada militante deve estimular pelo menos dez pessoas a votar.
J� a oposi��o pediu o "um mais dois": todo aquele que votou em suas prim�rias de fevereiro deve convencer outras duas pessoas de apoiar Capriles.
O general Wilmer Barrientos, encarregado dos 139.000 militares mobilizados no pa�s, afirmou que, no momento, a vota��o transcorre em "total normalidade". "H� alguns pequenos detalhes que estamos resolvendo", disse � rede oficial VTV.
"Acordei cedo porque vim depositar meu voto pelo futuro presidente outra vez, que vai vencer praticamente com dois ou tr�s milh�es de votos de vantagem", disse o chavista Julio Urbina, em um centro de vota��o do bairro popular de Petare, em Caracas.
Outro eleitor, Miguel de Vares, de 29 anos, disse diante de um centro de vota��o no bairro de Chacao que "as pessoas est�o buscando algo diferente" nestas elei��es. "Acho que se n�o houver resultados em coisas b�sicas, como inseguran�a, � melhor confiar (o governo) a outra pessoa", disse.
Ch�vez, de 58 anos e desde 1999 no poder, chega �s elei��es na lideran�a da maioria das pesquisas, embora Capriles, de 40 anos e ex-governador do populoso estado de Miranda (norte), tenha diminu�do a dist�ncia que o separa do presidente, de acordo com pesquisas divulgadas at� o fim da semana passado, quando suas veicula��es passaram a ser proibidas, de acordo com a legisla��o.
O presidente do pa�s com as maiores reservas de petr�leo mundiais tamb�m prometeu aprofundar sua "revolu��o socialista" em caso de vit�ria.
Capriles oferece um modelo baseado no brasileiro, que concilie os setores p�blico e privado, e quer acabar com a forma personalista de governar de Ch�vez, que concentra um grande poder em suas m�os e exerce um controle absoluto sobre os meios de comunica��o estatais.
Os venezuelanos votam com um sistema 100% informatizado de urnas eletr�nicas. Os resultados n�o ser�o divulgados pelo CNE at� que a "tend�ncia seja irrevers�vel" e esteja claro quem � o ganhador.
Especialistas do Centro Carter, que monitora o processo eleitoral venezuelano, descartaram que pudessem ocorrer fraudes e indicaram em um relat�rio emitido na sexta-feira que "o software das m�quinas de vota��o garante o voto secreto".
J� Carlos Alvarez, chefe da miss�o de monitoramento eleitoral da Unasul, que estreia nesta tarefa, assegurou na quinta-feira � AFP que est� garantida a "transpar�ncia" das elei��es deste domingo.
Al�m de Capriles e Ch�vez, os �nicos com chances reais de vencer as elei��es, h� outros quatro candidatos presidenciais inscritos: os sindicalistas Orlando Chirinos e Reina Sequera, o engenheiro Luis Reyes e a padeira Mar�a Bol�var.
