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Estado de Minas

Ch�vez e Capriles fazem elei��o mais disputada da hist�ria da Venezuela


postado em 07/10/2012 23:13 / atualizado em 07/10/2012 23:31

(foto: AFP)
(foto: AFP)
A Venezuela votou neste domingo para decidir entre a manuten��o do presidente Hugo Ch�vez e a mudan�a com o jovem candidato opositor Henrique Capriles Radonski, em uma elei��o j� qualificada como a mais disputada da hist�ria do pa�s.

"Vamos esperar os resultados com paci�ncia, calma e disposi��o para reconhec�-los. Quaisquer que sejam, representar�o, sem d�vida, a vit�ria desta p�tria", disse Ch�vez por telefone durante uma entrevista coletiva do chefe da campanha governista, Jorge Rodr�guez.

"Calma, paci�ncia, que ningu�m se desespere, que ningu�m caia em provoca��es, nada de viol�ncia, vamos esperar os resultados", insistiu Ch�vez. Segundo Jorge Rodr�guez, "com base nas an�lises realizadas pelo Comando Carabobo (governista), esta foi, sem qualquer d�vida, a elei��o mais disputada da hist�ria da Venezuela".

Capriles tamb�m pediu, no Twitter, que seus partid�rios tenham "calma, cordura e paci�ncia". "Hoje foi um dia hist�rico, grandioso, no qual o povo falou. Sabemos o que aconteceu e devemos esperar. Viva a Venezuela!".

As se��es eleitorais fecharam suas portas �s 18h local (19h30 Bras�lia), ao final de uma vota��o sem maiores incidentes, mas onde h� filas o pleito prossegue, informou a presidente do CNE, Tibisay Lucena, destacando que s� divulgar� o primeiro boletim "quando os resultados forem irrevers�veis" e estiver claro quem � o ganhador.

Os venezuelanos votaram com um sistema 100% informatizado de urnas eletr�nicas. Ch�vez votou em Caracas ao meio-dia, acompanhado por personalidades da esquerda e prometendo "reconhecer os resultados" da elei��o, na qual tenta seu quarto mandato consecutivo.

"Reconheceremos o resultado, qualquer que seja (...), por um voto de diferen�a ou por tr�s milh�es de votos. Os atores pol�ticos respons�veis devem reconhecer os resultados diante de um sistema eleitoral absolutamente transparente", disse Ch�vez ao votar no Col�gio Manuel Palacios Fajardo do bairro 23 de Janeiro, conhecido basti�o da esquerda.

"H� muita gente na fila, bom sol, bom clima, gra�as a Deus. H� muita gente e isto � muito positivo, uma democracia madura", disse Ch�vez antes de atender aos jornalistas, nacionais e internacionais.

Ch�vez estava acompanhado de personalidades da esquerda latino-americana, como a ex-senadora colombiana Piedad C�rdoba, a pr�mio Nobel da Paz e dirigente ind�gena Rigoberta Mench� e o nicaraguense Miguel D'Escoto, ex-presidente da Assembleia Geral das Na��es Unidas.

O presidente tamb�m recebeu o apoio pessoal do jornalista espanhol Ignacio Ramonet, da senadora uruguaia Luc�a Topolansky e do ator americano Danny Glover. Capriles votou durante a tarde em Las Mercedes, na regi�o de Caracas, afirmando que a vontade do povo ser� respeitada nestas elei��es. "Acatarei o que o povo disser hoje", destacou o ex-governador do estado de Miranda ap�s votar �s 14H30 local (16H00 Bras�lia), em Las Mercedes, no munic�pio de Baruta, do qual foi prefeito.

"O que o povo disser hoje � sagrado para mim, quem participa deste processo aceita as regras", disse Capriles ao recordar sua carreira pol�tica como governador, prefeito e presidente da extinta C�mara dos Deputados como l�der do partido democrata crist�o COPEI.

O candidato convocou todos os venezuelanos a n�o perder a oportunidade de votar e pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que divulgue os resultados o mais r�pido poss�vel. "A primeira pessoa que vou contactar ap�s saber dos resultados ser� o presidente da Rep�blica. Assim tem que ser, este � o exemplo", destacou Capriles.

O campo chavista se mobilizou de madrugada com seu tradicional toque de despertar por todo o pa�s. Sua estrat�gia foi garantir que a campanha 1X10 funcionasse: cada militante deveria estimular pelo menos dez pessoas a votar.
(foto: AFP)
(foto: AFP)

J� a oposi��o pediu o "um mais dois": todo aquele que votou em suas prim�rias de fevereiro deveria convencer outras duas pessoas de apoiar Capriles. O general Wilmer Barrientos, encarregado dos 139.000 militares mobilizados no pa�s, n�o relatou qualquer anormalidade. "H� alguns pequenos detalhes que estamos resolvendo", disse � rede oficial VTV.

"Acordei cedo porque vim depositar meu voto pelo futuro presidente outra vez, que vai vencer praticamente com dois ou tr�s milh�es de votos de vantagem", disse � AFP o chavista Julio Urbina, em um centro de vota��o do bairro popular de Petare, em Caracas.

Outro eleitor, Miguel de Vares, de 29 anos, disse diante de um centro de vota��o no bairro de Chacao que "as pessoas est�o buscando algo diferente" nestas elei��es. "Acho que se n�o houver resultados em coisas b�sicas, como inseguran�a, � melhor confiar (o governo) a outra pessoa", disse.

Ch�vez, de 58 anos e desde 1999 no poder, chegou �s elei��es na lideran�a da maioria das pesquisas, embora Capriles, de 40 anos e ex-governador do populoso estado de Miranda (norte), tenha diminu�do a dist�ncia que o separa do presidente.

O presidente do pa�s com as maiores reservas de petr�leo mundiais prometeu aprofundar sua "revolu��o socialista" em caso de vit�ria. Capriles ofereceu um modelo baseado no brasileiro, que concilie os setores p�blico e privado, e acabar com a forma personalista de governar de Ch�vez, que concentra um grande poder em suas m�os e exerce um controle absoluto sobre os meios de comunica��o estatais.

Al�m de Capriles e Ch�vez, os �nicos com chances reais de vencer as elei��es, concorreram outros quatro candidatos: os sindicalistas Orlando Chirinos e Reina Sequera, o engenheiro Luis Reyes e a padeira Mar�a Bol�var.


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