
As caravanas contra as restri��es anticovid, inspiradas nas canadenses, chegaram a Paris neste s�bado (12/2), sem realizar seu objetivo de bloquear a capital francesa, ap�s alguns enfrentamentos com a pol�cia, que dispersou com g�s lacrimog�neo um grupo que ocupava a avenida Champs Elys�es.
O ministro do Interior, G�rald Darmanin, informou em um tu�te que as autoridades multaram 337 pessoas e detiveram 54.
Entre eles estava J�r�me Rodrigues, um dos rostos conhecidos dos "coletes amarelos", o movimento desencadeado pelo aumento nos pre�os dos combust�veis na Fran�a entre 2018 e 2019.
A mobiliza��o deste s�bado, proibida pelas autoridades, reuniu cr�ticos da gest�o que o presidente Emmanuel Macron faz da pandemia e "coletes amarelos".
A ideia de ir a Paris se inspirou no chamado "Comboio da Liberdade", que paralisa a capital do Canad�, Ottawa.
Milhares de pessoas, procedentes de todas as regi�es da Fran�a, vindas de carro, caravanas e caminhonetes, passaram a noite acampadas perto da capital.
Por volta das 14h locais (10h de Bras�lia), uma centena de ve�culos conseguiu chegar � Champs Elys�es, onde passageiros e pedestres agitavam bandeiras aos gritos de "liberdade!".
Pol�cia conteve manifesta��o
A pol�cia usou g�s lacrimog�neo para dispersar os manifestantes. As for�as de seguran�a retiraram os pedestres que cercavam o Arco do Triunfo e foram encurralando os manifestantes nos jardins do extremo oposto da avenida.O tr�fego foi restabelecido gradativamente na avenida, mas confrontos espor�dicos continuavam sendo registrados � tarde.
Poder aquisitivo
Outros manifestantes que chegaram nas caravanas decidiram se juntar aos protestos contra o passaporte vacinal, que costumam ocorrer aos s�bados na cidade.Os manifestantes se op�em ao passaporte da vacina anticovid, necess�rio para acessar muitos locais p�blicos. Mas alguns tamb�m sa�ram �s ruas para protestar contra o aumento dos pre�os da energia e dos alimentos, quest�es que desencadearam os protestos dos "coletes amarelos".

Jean-Paul Lavigne, de 65 anos, 40 deles trabalhando em uma f�brica, chegou de Albi (sudoeste) na quinta-feira. Ele disse protestar contra o aumento dos pre�os, mas tamb�m contra as vacinas, "uma mentira do nosso governo".
Quatro manifesta��es contra o passaporte de vacina��o reuniram 7.665 pessoas em Paris, segundo dados da pol�cia. A cifra n�o leva em conta os manifestantes que chegaram nas caravanas, que n�o foram autorizadas.
Cerca de 7.200 policiais e gendarmes foram destacados, segundo as autoridades e ve�culos blindados da gendarmaria tamb�m foram mobilizados nas ruas parisienses.
O primeiro-ministro, Jean Castex, prometeu ser inflex�vel sobre esse movimento. "Se bloqueiam a circula��o ou tentam bloquear a capital, temos que ser muito firmes", insistiu em uma apari��o na rede de televis�o France 2.
Macron pede calma
Macron fez um apelo � calma e admitiu que h� um cansa�o coletivo devido � situa��o que se arrasta h� dois anos."Esse cansa�o se expressa de diferentes maneiras: desespero em alguns, depress�o em outros. Vemos um sofrimento mental muito forte, em jovens e n�o t�o jovens. E �s vezes esse cansa�o se traduz em raiva. Eu entendo e respeito", disse Macron em uma entrevista ao jornal Ouest-France.
"Mas pe�o mais calma", acrescentou.
A proibi��o dos comboios foi ratificada nesta sexta-feira pela justi�a, que rejeitou dois recursos.
"� uma trai��o. Os fundamentos da ordem (de proibi��o) n�o respeitam a lei e a liberdade de manifesta��o", disse � AFP Sophie Tissier, militante antivacinas e "colete amarelo".
Dois meses antes das elei��es presidenciais na Fran�a, os manifestantes exigem a retirada do certificado de vacina, que s� permite a entrada de pessoas imunizadas em restaurantes, cinemas e outros locais e que o governo diz querer abolir at� abril, uma promessa recebida com desconfian�a pelos manifestantes.
