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Estado de Minas PROTESTOS

Caravanas contra restri��es sanit�rias anticovid chegam a Paris

Manifestantes contr�rios regras para tentar conter o avan�o do coronav�rus n�o conseguiram bloquear acesso � capital francesa


12/02/2022 18:09 - atualizado 12/02/2022 18:53

Um manifestante segura uma bandeira bretã em frente ao Arco do Triunfo, nos Campos Elísios em Paris, em 12 de fevereiro de 2022, quando comboios de manifestantes chamados 'Convoi de la Liberte' chegaram à capital francesa
Pol�cia dispersou manifestantes contr�rios �s regras sanit�rias em Paris com g�s lacrimog�neo (foto: Sameer Al-Doumy/AFP)

As caravanas contra as restri��es anticovid, inspiradas nas canadenses, chegaram a Paris neste s�bado (12/2), sem realizar seu objetivo de bloquear a capital francesa, ap�s alguns enfrentamentos com a pol�cia, que dispersou com g�s lacrimog�neo um grupo que ocupava a avenida Champs Elys�es.

O ministro do Interior, G�rald Darmanin, informou em um tu�te que as autoridades multaram 337 pessoas e detiveram 54.

Entre eles estava J�r�me Rodrigues, um dos rostos conhecidos dos "coletes amarelos", o movimento desencadeado pelo aumento nos pre�os dos combust�veis na Fran�a entre 2018 e 2019.

A mobiliza��o deste s�bado, proibida pelas autoridades, reuniu cr�ticos da gest�o que o presidente Emmanuel Macron faz da pandemia e "coletes amarelos".

A ideia de ir a Paris se inspirou no chamado "Comboio da Liberdade", que paralisa a capital do Canad�, Ottawa.

Milhares de pessoas, procedentes de todas as regi�es da Fran�a, vindas de carro, caravanas e caminhonetes, passaram a noite acampadas perto da capital.

Por volta das 14h locais (10h de Bras�lia), uma centena de ve�culos conseguiu chegar � Champs Elys�es, onde passageiros e pedestres agitavam bandeiras aos gritos de "liberdade!".

Pol�cia conteve manifesta��o

A pol�cia usou g�s lacrimog�neo para dispersar os manifestantes. As for�as de seguran�a retiraram os pedestres que cercavam o Arco do Triunfo e foram encurralando os manifestantes nos jardins do extremo oposto da avenida.

O tr�fego foi restabelecido gradativamente na avenida, mas confrontos espor�dicos continuavam sendo registrados � tarde.

Poder aquisitivo

Outros manifestantes que chegaram nas caravanas decidiram se juntar aos protestos contra o passaporte vacinal, que costumam ocorrer aos s�bados na cidade.

Os manifestantes se op�em ao passaporte da vacina anticovid, necess�rio para acessar muitos locais p�blicos. Mas alguns tamb�m sa�ram �s ruas para protestar contra o aumento dos pre�os da energia e dos alimentos, quest�es que desencadearam os protestos dos "coletes amarelos".

Um policial antimotim francês dispara uma lata de gás lacrimogêneo na Champs Elysees, em Paris, em 12 de fevereiro de 2022, quando comboios de manifestantes chamados 'Convoi de la Liberte' chegavam à capital francesa
Manifestantes contr�rios �s regras sanit�rias na Fran�a pretendiam bloquear acesso a Paris (foto: Sameer Al-Doumy/AFP)


Jean-Paul Lavigne, de 65 anos, 40 deles trabalhando em uma f�brica, chegou de Albi (sudoeste) na quinta-feira. Ele disse protestar contra o aumento dos pre�os, mas tamb�m contra as vacinas, "uma mentira do nosso governo".

Quatro manifesta��es contra o passaporte de vacina��o reuniram 7.665 pessoas em Paris, segundo dados da pol�cia. A cifra n�o leva em conta os manifestantes que chegaram nas caravanas, que n�o foram autorizadas.

Cerca de 7.200 policiais e gendarmes foram destacados, segundo as autoridades e ve�culos blindados da gendarmaria tamb�m foram mobilizados nas ruas parisienses.

O primeiro-ministro, Jean Castex, prometeu ser inflex�vel sobre esse movimento. "Se bloqueiam a circula��o ou tentam bloquear a capital, temos que ser muito firmes", insistiu em uma apari��o na rede de televis�o France 2.

Macron pede calma

Macron fez um apelo � calma e admitiu que h� um cansa�o coletivo devido � situa��o que se arrasta h� dois anos.

"Esse cansa�o se expressa de diferentes maneiras: desespero em alguns, depress�o em outros. Vemos um sofrimento mental muito forte, em jovens e n�o t�o jovens. E �s vezes esse cansa�o se traduz em raiva. Eu entendo e respeito", disse Macron em uma entrevista ao jornal Ouest-France.

"Mas pe�o mais calma", acrescentou.

A proibi��o dos comboios foi ratificada nesta sexta-feira pela justi�a, que rejeitou dois recursos.

"� uma trai��o. Os fundamentos da ordem (de proibi��o) n�o respeitam a lei e a liberdade de manifesta��o", disse � AFP Sophie Tissier, militante antivacinas e "colete amarelo".

Dois meses antes das elei��es presidenciais na Fran�a, os manifestantes exigem a retirada do certificado de vacina, que s� permite a entrada de pessoas imunizadas em restaurantes, cinemas e outros locais e que o governo diz querer abolir at� abril, uma promessa recebida com desconfian�a pelos manifestantes.


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