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Estado de Minas PANDEMIA

Covid-19: o que � deltacron e outras 3 quest�es-chave sobre a pandemia em 2022

A aten��o mundial est� focada na Ucr�nia, mas a pandemia continua a amea�ar o planeta. O que aconteceu com o coronav�rus nessas tr�s semanas de guerra?


18/03/2022 11:56 - atualizado 18/03/2022 16:37

Amostras de laboratório com variantes
(foto: EPA)
A aten��o mundial est� voltada para o conflito entre Ucr�nia e R�ssia. Durante essas semanas, a dura realidade de uma guerra no meio do continente europeu tirou a pandemia do coronav�rus das manchetes, mas ela segue impactando a sa�de p�blica.

 

 

 

Embora muitos pa�ses j� tenham altas taxas de vacina��o e imunidade natural, continuamos expostos a novos surtos do pat�geno, � amea�a de novas variantes e � incerteza se precisaremos de mais vacinas.

Grande parte do mundo est� experimentando um novo aumento nos casos. A China, por exemplo, esta semana restabeleceu bloqueios severos n�o vistos desde o in�cio de 2020.

 

Este 11 de mar�o marca dois anos desde que a pandemia foi declarada.

 

A BBC Mundo, servi�o em espanhol da BBC, explica tr�s desenvolvimentos importantes sobre o coronav�rus at� este momento em 2022.

1. O que � a deltacron?

O termo apareceu com frequ�ncia em v�rios sites de not�cias nas �ltimas semanas. � usado para referir-se a uma "recombina��o" das variantes delta e �micron, mas n�o de trata de uma nova variante.

"Gostaria de esclarecer que n�o existe uma nova variante chamada 'deltacron'. O uso dessa terminologia deve ser evitado", diz Sylvain Aldighieri, m�dico da Organiza��o Pan-Americana da Sa�de.

 

"A recombina��o � um fen�meno natural descrito em diferentes v�rus como um mecanismo de muta��o para trocar material gen�mico. Isso pode ocorrer quando dois v�rus da mesma esp�cie, mas geneticamente diferentes, infectam a mesma c�lula no mesmo indiv�duo", explica Aldighieri.


Placa escrito deltacron
Deltacron n�o � uma nova variante do coronav�rus, nem causa preocupa��o, embora os cientistas continuem monitorando (foto: Getty Images)

 

Os primeiros casos de deltacron foram detectados na Fran�a em janeiro de 2022. Desde ent�o, o fen�meno foi registrado na B�lgica, Alemanha, Dinamarca, Holanda e, mais recentemente, no Reino Unido, Estados Unidos e Brasil. O n�mero total de casos permanece baixo.

 

"Atualmente, n�o h� evid�ncias de aumento dos padr�es de transmiss�o ou mudan�as nos resultados cl�nicos devido a esse evento de recombina��o. Embora nenhuma amea�a espec�fica � sa�de p�blica seja esperada, a vigil�ncia gen�mica deve ser mantida e fortalecida para detectar precocemente quaisquer mudan�as no comportamento", diz Aldighieri.

2. Por que os casos est�o aumentando globalmente?

Ap�s mais de um m�s de decl�nio, os casos de covid voltaram a aumentar no mundo desde a semana passada.

Novas infec��es aumentaram 8% na semana de 7 a 13 de mar�o em rela��o � semana anterior. No total, foram registrados 11 milh�es de novos casos.

 

O maior aumento foi na regi�o do Pac�fico Ocidental, incluindo Cor�ia do Sul e China, onde os casos cresceram 25% e as mortes 27%.

A �frica, por sua vez, tamb�m registrou um aumento de 12% nas novas infec��es e um aumento de 14% nas mortes.


Testagem na China
(foto: Getty Images)

 

Na Europa, embora um aumento de mortes n�o tenha sido registrado, v�rios especialistas expressaram preocupa��o de que o continente possa estar enfrentando uma nova onda, com n�mero de casos aumentando desde o in�cio de mar�o em pa�ses como �ustria, Alemanha, Su��a, Holanda e Reino Unido.

 

Os Estados Unidos e a Am�rica Latina continuam a ver n�meros de infec��es diminuindo, embora alguns especialistas pensem que o que acontece em outras regi�es do mundo pode em breve se generalizar para os demais continentes.

 

E isso, de acordo com a Organiza��o Mundial da Sa�de (OMS), pode ser apenas a ponta do iceberg, j� que muitos pa�ses pararam de testar massivamente suas popula��es enquanto suspendiam as restri��es.

 

"O aumento de casos em todo o mundo � preocupante. Isso nos lembra que ainda n�o estamos em uma situa��o end�mica com n�mero est�vel de casos ou em um cen�rio em que os n�veis de infec��o sejam explicados pela sazonalidade", disse � BBC Mundo o professor Aris Katzourakis, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

 

"Concordo com o relaxamento das restri��es porque voc� n�o pode pensar nisso como uma emerg�ncia depois de dois anos", diz Antonella Viola, professora de imunologia da Universidade de P�dua, na It�lia.


Estação de Waterloo em Londres.
(foto: Getty Images)

"S� temos que evitar pensar que a covid n�o existe mais. E, consequentemente, manter as medidas rigorosas necess�rias, essenciais para o monitoramento e rastreamento cont�nuo dos casos, e manter a obriga��o de usar m�scaras em locais fechados ou lotados."

 

Entre os fatores que explicam o aumento de casos est�o a flexibiliza��o das medidas de controle, o abandono dos testes em massa, a diminui��o da prote��o das vacinas e a alta preval�ncia da �micron e sua subvariante BA.2, a mais transmiss�vel at� o momento.

3. Que variante � atualmente dominante?

A variante �micron causou alerta global ao desencadear uma explos�o de novos casos em todo o mundo no final de 2021 e in�cio de 2022.

 

Agora, sua a��o conjunta com a subvariante BA.2 continua a explicar em parte esse novo aumento de casos.

"A domin�ncia de BA.2 indica uma alta probabilidade de que sua alta transmissibilidade e evas�o imunol�gica fa�am parte desse aumento global", diz Katzourakis.

 

N�o h� evid�ncias de que BA.2 cause doen�a mais grave ou que alguma outra variante esteja levando ao aumento global de casos.

 

No final de fevereiro, a OMS esclareceu que a sublinhagem BA.2 deve continuar a ser considerada uma variante de preocupa��o e permanecer classificada como �micron.


Paciente de coronavírus em Hong Kong
�micron e sua sublinhagem BA.2 continua sendo a variante dominante no mundo (foto: Getty Images)

4. Ser�o necess�rias mais vacinas ou doses?

O decl�nio na prote��o vacinal parece ser outra causa por tr�s do aumento global de casos.

 

J� est� bastante claro que a imunidade diminui com o tempo. Existem pessoas que foram infectadas mesmo tendo tr�s vacinas ou j� tendo sido infectadas anteriormente com covid.

 

Isso ocorre porque a prote��o contra a infec��o desaparece antes, mas as defesas contra ficar gravemente doente ou morrer duram muito mais.

 

"As vacinas dispon�veis t�m efic�cia limitada e transit�ria contra infec��es assintom�ticas e leves, mas oferecem prote��o muito maior e mais duradoura contra doen�as graves", explica o professor Adam Finn, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

 

Da mesma forma, essa diminui��o na prote��o gera incerteza sobre se precisaremos de mais doses de refor�o ou novas vacinas no curto ou m�dio prazo.

 

"O decl�nio no efeito protetor das vacinas ter� um papel cada vez maior, pois mais pessoas perder�o a prote��o contra a infec��o e, em certa medida, contra casos mais severos", diz Katzurakis.

 

Uma diminui��o significativa da imunidade pode levar a novas ondas de covid e, a longo prazo, a uma maior press�o hospitalar.


Dibujo de hombre usando un escudo contra el coronavirus.
(foto: Getty Images)

Podemos ter per�odos "tranquilos" de covid e outros em que ela nos ataque novamente, quando a imunidade suficiente diminuir.

 

O qu�o protegidos estamos � algo que os cientistas verificam com frequ�ncia.

 

"Alguns pa�ses j� est�o mobilizando uma quarta dose para determinados grupos de pacientes. � fundamental analisar os dados para decidir com que rapidez e at� onde estender essa estrat�gia", diz Katzourakis.

 

No Brasil, por exemplo, o Estado de S�o Paulo come�ar� a aplicar a quarta dose em idosos acima de 80 anos a partir de 21 de mar�o.

 

"� muito prov�vel que vejamos a necessidade de outra dose da vacina contra a covid-19 este ano, seja outro refor�o com a f�rmula original ou uma nova. Resta saber o intervalo de tempo desde a �ltima dose", acrescenta John O'Horo, m�dico especialista em doen�as infecciosas da Cl�nica Mayo, nos Estados Unidos.

 

"As decis�es pol�ticas futuras sobre doses de refor�o provavelmente ser�o guiadas pela necessidade de atingir aqueles com maior risco de doen�as graves, principalmente os idosos, mas tamb�m aqueles com condi��es subjacentes que resultam em um progn�stico pior", completa o professor Finn, da Universidade de Bristol.

 

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