As montadoras consideram vi�vel que o governo exija um �ndice de 60% de componentes nacionais nos ve�culos produzidos no Pa�s como contrapartida para que as empresas tenham direito � redu��o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Um �ndice em torno de 60% � um porcentual vi�vel", afirmou nesta quinta-feira Cledorvino Belini, presidente da Associa��o Nacional dos Fabricantes de Ve�culos Automotores (Anfavea).
Atualmente, � exigido �ndice de 60% de componentes fabricados no Mercosul para os carros comercializados com isen��o de imposto entre os pa�ses no bloco. Belini n�o soube informar, por�m, qual � hoje o porcentual s� de pe�as brasileiras. "Isso depende de cada montadora", afirmou.
A redu��o do IPI est� prevista na Medida Provis�ria 540, publicada ontem no Di�rio Oficial da Uni�o (DOU). A regulamenta��o da medida ser� feita por decreto e estabelecer� o porcentual limite de pe�as importadas que ser� aceito para que a montadora tenha direito ao benef�cio fiscal. Belini n�o acredita que a regulamenta��o fique pronta nos pr�ximos 15 dias, como chegou a ser anunciado ontem. "� um assunto complexo. A desonera��o tribut�ria n�o � simples e o imposto � cobrado em cadeia. Deve levar mais tempo", afirmou.
O governo ir� reduzir a al�quota de IPI para montadoras instaladas no Brasil at� julho de 2016 desde que elas atendam requisitos de, por exemplo, conte�do nacional na produ��o e inova��o tecnol�gica. Isso n�o significa que o carro ficar� mais barato para o consumidor. A ideia � que as empresas usem o dinheiro do imposto para desenvolver projetos que tornem a ind�stria automotiva nacional mais competitiva. "Mas ainda n�o est� claro como ser� feita essa desonera��o. Tudo isso ainda ser� discutido com o governo."
