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Estado de Minas ECONOMIA

Presidente do BC diz que crise pode ser mais longa e desvio fiscal pode ser maior

D�vida bruta do Pa�s pode terminar o ano em 90,8% do PIB


postado em 20/05/2020 22:02 / atualizado em 20/05/2020 23:47

Roberto Campos Neto: 'Pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior'(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Roberto Campos Neto: 'Pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior' (foto: Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil)
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu nesta quarta-feira, 20, que a crise econ�mica gerada pela pandemia do novo coronav�rus "pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior". Durante evento virtual, ele ressaltou que o governo, atualmente, est� fazendo um "desvio fiscal", mas com a indica��o de que voltar� para "os trilhos".

Em fun��o da crise, o governo federal lan�ou nos �ltimos meses uma s�rie de programas de aux�lio a fam�lias e empresas. Boa parte deles aumenta as despesas do Tesouro, o que prejudica o controle fiscal. No in�cio de maio, por conta dos gastos com a crise, o Minist�rio da Economia estimou um rombo de R$ 601,2 bilh�es para o setor p�blico em 2020, o que equivale a 8,27% do Produto Interno Bruto (PIB). Neste cen�rio, a d�vida bruta do Pa�s pode terminar o ano em 90,8% do PIB.

"Estamos fazendo um desvio fiscal, mas indicamos que voltaremos para o trilho", disse Campos Neto, para depois ressaltar: "A crise pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior".

Questionado sobre qual seria o piso para a Selic (a taxa b�sica de juros), atualmente em 3% ao ano, Campos Neto pontuou que o tema do limite da pol�tica monet�ria (redu��o dos juros b�sicos) � din�mico. "Depende um pouco do que est� acontecendo no mundo - tivemos uma sa�da de recursos (d�lares, do Brasil) - e temos a parte da condi��o interna", afirmou.

Segundo ele, h� hoje no Comit� de Pol�tica Monet�ria (Copom) do Banco Central "pessoas com vis�es diferentes sobre o limite da pol�tica monet�ria". Em seu �ltimo encontro, ocorrido no in�cio de maio, o Copom reduziu a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 3,00% ao ano, e sinalizou a possibilidade de novo corte de at� 0,75 ponto em junho.

Um dos membros do colegiado, no entanto, chegou a argumentar que n�o h� raz�o para a exist�ncia de um limite para a Selic. E dois membros ponderaram que poderia ser oportuno cortar a taxa de uma s� vez, j� em maio. O Copom � formado por Campos Neto e por oito diretores do BC.

"H� vis�o diferente do mundo acad�mico puro e de quem se dedicou mais ao mercado", afirmou, em refer�ncia aos membros do Copom. "O grande debate � se quero passar por uma desorganiza��o para encontrar este limite. O processo de achar o equil�brio (da Selic) tem um custo."

O presidente do BC, ao avaliar a quest�o do n�vel de juros, afirmou que os pa�ses com d�vidas maiores encerram o processo de corte de juros com taxas "um pouco maiores tamb�m".

Campos Neto participou hoje do evento virtual "Infra para crescer - Caminhos para superar a crise", organizado pela Associa��o Brasileira da Infraestrutura e Ind�strias de Base (Abdib).


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