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Estado de Minas

Governo Central tem pior resultado desde 2001 no primeiro quadrimestre

Governo tem super�vit prim�rio de R$ 10,085 bilh�es em abril


postado em 28/05/2015 16:07 / atualizado em 28/05/2015 16:32

O baixo crescimento das receitas em rela��o �s despesas fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd�ncia Social e Banco Central) registrar o pior super�vit prim�rio para o primeiro quadrimestre desde 2001. Segundo n�meros divulgados h� pouco pelo Tesouro Nacional, o super�vit prim�rio acumulado de janeiro a abril somou R$ 14,593 bilh�es, o resultado mais baixo para o per�odo em 14 anos.

Em rela��o ao primeiro quadrimestre do ano passado, o esfor�o fiscal caiu 50,8%. Apenas em abril, o super�vit prim�rio atingiu R$ 10,086 bilh�es, queda de 39,3% em rela��o ao registrado em abril do ano passado (R$ 16,612 bilh�es). A economia para o m�s � a mais baixa desde 2013, quando o super�vit tinha somado R$ 7,337 bilh�es.


O super�vit prim�rio � a economia de recursos para pagar os juros da d�vida p�blica. No m�dio e no longo prazos, o esfor�o fiscal ajuda a conter o endividamento do governo. Para este ano, a meta de super�vit prim�rio para o setor p�blico corresponde a R$ 66,3 bilh�es, ou 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa�s). Apenas o Governo Central tem de economizar R$ 55,3 bilh�es neste ano.

A principal causa para a queda do esfor�o fiscal � o baixo crescimento das receitas. Em termos nominais, as receitas l�quidas do Governo Central aumentaram 3% de janeiro a abril em rela��o ao mesmo per�odo de 2014. Ao considerar a infla��o oficial pelo �ndice Nacional de Pre�os ao Consumidor Amplo (IPCA), as receitas l�quidas ca�ram 4,4%.

As despesas, no entanto, subiram 8,1% em valores nominais e 0,3% em valores corrigidos pelo IPCA. Os n�meros mostram que, no primeiro quadrimestre, o corte de gastos do governo concentrou-se nos investimentos, que ca�ram 34,4% em rela��o aos mesmos meses do ano passado descontada a infla��o. Somente no Programa de Acelera��o do Crescimento (PAC), o corte chegou a 38% em valores reais (descontada a infla��o).

As despesas com o funcionalismo ca�ram 1,6% em termos reais. Os gastos de custeio – manuten��o da m�quina p�blica – aumentaram 5,8% nos quatro primeiros meses de 2015.


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